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Cavaco Silva lamenta que UE e FMI tenham demorado para aliviar exigências

Internacional|Do R7

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Lisboa, 15 mar (EFE).- O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, disse nesta sexta-feira que portugueses e europeus estão "cansados" dos ajustes e lamentou que a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) tenham demorado para aliviar suas exigências macroeconômicas. "Há um cansaço nas pessoas, não só em Portugal, mas em muitos países europeus em relação aos ajustes. Algo tem que mudar na UE", afirmou o chefe de Estado luso. Cavaco Silva reagiu à aprovação da troika, formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI aos ajustes feitos por Portugal e ao prorrogamento do prazo para o país completar com suas metas de redução do déficit. Os organismos internacionais e o governo luso também anunciaram hoje uma piora de suas previsões econômicas para o país, que sofrerá uma recessão de 2,3% do PIB neste ano e verá sua taxa de desemprego disparar até 18,2%, dois pontos e meio a mais do que em 2012. Cavaco Silva reconheceu que o aumento do número de desempregados é "dramático". "O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e outros líderes comentaram recentemente que a austeridade e os sacrifícios estavam alcançando os limites do suportável. Aqui em Portugal, eu já disse isso há meses", criticou o chefe do Estado. Cavaco Silva lamentou que a troika tenha demorado "tanto tempo a reconhecer que não faz sentido fixar metas para o déficit que impeçam atenuar os efeitos negativos dos ajustes sobre o emprego e a produção". Por este motivo, o dirigente conservador se mostrou satisfeito com a troika permitir a Portugal ter um ano a mais (até 2015) para deixar seu déficit público abaixo de 3%. "O impacto das medidas do programa de ajuste, estipuladas com a UE e o FMI em troca do resgate financeiro luso, somado à deterioração das condições econômicas em nível europeu torna necessário certa flexibilidade em função do aumento do desemprego e queda dos impostos. Parece que a troika reconheceu isto", disse o presidente. EFE otp/dk

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