Cessar-fogo em risco: ‘O Irã é quem tem a chave do cofre, não os EUA’, explica professor
Segundo Leonardo Trevisan, geografia está nas mãos de Teerã, enquanto Trump vê cada vez mais o custo político da guerra
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Donald Trump acusou o Irã de violação total do cessar-fogo entre os países. Por meio de rede social, o norte-americano disse que Teerã disparou contra navios perto do estreito de Ormuz.
Trump ainda renovou a ameaça de destruir pontes e usinas de energia iranianas, a menos que o país aceite as condições. Ainda segundo Trump, enviados dos Estados Unidos devem chegar ao Paquistão na segunda-feira (20) para mais negociações.
“O Irã está deixando bem claro que ele vai querer negociar, e não receber imposições”, explica Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em entrevista ao programa Hora News neste domingo (19).
Segundo o professor, o Irã constatou que as regras estabelecidas no acordo em relação ao estreito de Ormuz só valiam para os iranianos e não para os americanos.
“O presidente Trump precisa sair desse imbróglio em que ele se meteu com uma sensação de vitória. Todos estão vendo que não é assim. Todos estão vendo que o Irã tem uma posição de força. É o Irã quem tem a chave do cofre, não são os Estados Unidos, porque a geografia assim o determinou [...] Ormuz está na mão do Irã, é um fato indiscutível”, argumenta Trevisan.
Mesmo diante de um cenário difícil, enfatiza o especialista, Donald Trump não pode nem pensar em admitir derrota. O custo político seria enorme nas eleições legislativas de novembro. Uma derrota do Partido Republicano nas duas Casas poderia gerar o que os norte-americanos chamam de “pato manco”, uma expressão usada para designar um presidente que não tem poder para governar.
“É nesse contexto que os Estados Unidos teriam que aceitar uma, abre aspas, ‘derrota’. Trump não quer nem sonhar com isso porque ele tem novembro pela frente. Todos vão dizer a mesma coisa: ‘Tivemos uma inflação brutal, tivemos perda de emprego, a gasolina subiu e você perdeu a guerra, o que você estava fazendo?’. É essa a realidade da qual o Trump foge muito, porque ele tem medo”, completa.
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