Chefe da diplomacia europeia visita Irã; programa nuclear está na agenda
Internacional|Do R7
ANCARA, 8 Mar (Reuters) - A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, chegou a Teerã neste sábado para discutir temas como o polêmico programa nuclear iraniano antes de outra rodada de conversas entre o Irã e as potências ocidentais, relatou a mídia iraniana.
Durante a visita de dois dias de Ashton, sua primeira ao Irã e a primeira de um representante de política externa da UE desde 2008, temas bilaterais, regionais e internacionais serão debatidos, informou a agência semi-oficial de notícias Fars.
A mídia e os jornais estatais do Irã deram grande importância à visita de Ashton, que parte da mídia reformista viu como "uma conquista" para o presidente Hassan Rouhani, que venceu a eleição de junho passado com uma plataforma de maior abertura com o Ocidente.
O Irã e seis potências ocidentais, representadas por Ashton, chegaram a um acordo provisório em novembro que tem por meta encerrar a disputa de uma década a respeito das atividades nucleares de Teerã.
"Naturalmente, o tema nuclear será discutido durante a visita da senhorita Ashton", disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, na TV estatal.
Procurando aprofundar o acordo provisório, que entrou em vigor em 20 de janeiro, o Irã e as seis potências almejam fechar um acordo definitivo até o final de julho. A próxima rodada de conversas de alto nível entre o Irã e os chamados P5+1 (EUA, Grã-Bretanha, França, China, Rússia e Alemanha) ocorrerá em Viena no dia 17 de março.
O objetivo maior do P5+1 é prorrogar o tempo que o Irã precisaria para construir material físsil suficiente e montar equipamento para uma eventual bomba nuclear, e tornar esse processo mais fácil de detectar.
O Irã conseguiu um alívio limitado das sanções impostas ao país, e em troca freou suas atividades nucleares mais sofisticadas sob os termos do acordo de Genebra, mas exige o fim completo de todas as sanções da UE, dos EUA e de outros países para encerrar anos de isolamento e ressuscitar sua combalida economia.
(Por Parisa Hafezi)










