Análise: se o Irã não abrir mão do urânio enriquecido, dificilmente esse conflito vai chegar ao fim
Enquanto Washington condiciona acordo de paz a cláusula sobre material atômico, Teerã proíbe sua retirada do país
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A exigência dos Estados Unidos de retirar o urânio enriquecido do Irã para firmar um acordo de paz é uma decisão “acertada”, na visão do doutor em relações internacionais Igor Lucena. Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (21), ele argumenta que a tecnologia capaz de transformar o material em armamento atômico representa um “risco existencial” para Israel, que está diante de sua chance mais forte de eliminar a capacidade iraniana.
Apesar da pressão por uma trégua no conflito, representantes do Paquistão informaram que o Irã endureceu a posição sobre o material enriquecido. Segundo informações da Reuters, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, emitiu uma norma que proíbe o envio para o exterior.

Na visão das autoridades iranianas, tirar o urânio enriquecido do país pode deixar o território mais vulnerável a futuras ofensivas de Washington e Tel Aviv. Segundo pessoas próximas às negociações, o presidente norte-americano, Donald Trump, teria garantido a Israel que o estoque será retirado do país.
“Se o Irã não aceitar a remoção do urânio enriquecido ou a paralisação do programa nuclear iraniano, dificilmente esse conflito vai chegar ao fim. E isso é muito ruim, porque a gente vai continuar vendo volatilidade de preços, volatilidade de mercados, e o que pode acontecer de uma maneira muito clara é o presidente Trump perder as eleições nos Estados Unidos, porque não vai conseguir controlar a inflação”, pontua o especialista.
Lucena defende que Trump entrou em um conflito do qual não consegue sair, mas que os radicais fundamentalistas do Irã estão dispostos a pagar o preço da pressão sobre a economia global. “Talvez esteja dentro dessa estratégia tentar colocar o máximo de pressão nos Estados Unidos com o objetivo, no médio prazo, de o presidente Trump não estar mais no poder. E tudo isso, talvez, indique o porquê que os iranianos estão tão reticentes em retirar o problema nuclear dentro do seu país”, completa.
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