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Chefe do Parlamento europeu pede a italianos que não votem em Berlusconi

Internacional|Do R7

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BERLIM, 21 Fev (Reuters) - O presidente alemão do Parlamento Europeu, que já foi comparado a um guarda de campo de concentração nazista pelo ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, alertou os italianos, nesta quinta-feira, a não votarem no magnata da mídia na eleição da próxima semana.

Martin Schulz é o último de uma linha de políticos alemães a expressar temores sobre um possível retorno de Berlusconi ao governo, em grande parte devido a preocupações de que ele possa travar a tentativa de reformas na Itália que ajudou a elevar a confiança dos investidores na zona do euro.

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"Silvio Berlusconi já colocou a Itália em parafuso com o comportamento irresponsável no governo e aventuras pessoais", disse Schulz, segundo o diário alemão Bild.

Berlusconi foi condenado à prisão por fraude fiscal e ainda está em julgamento por ter feito sexo com uma prostituta menor de idade.

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Em declarações não transcritas no jornal, mas enviadas em uma cópia antecipada da reportagem, Schulz exortou os italianos a votarem pela continuidade das reformas.

"Muito está em jogo nas próximas eleições, inclusive assegurar-se de que a confiança construída pelo (primeiro-ministro) Mario Monti não seja perdida. Estou muito confiante de que os eleitores italianos vão fazer a escolha certa para o seu país."

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Há bastante animosidade entre Berlusconi e Schulz, um social-democrata.

Em 2003, o então primeiro-ministro italiano disse que gostaria de sugerir Schulz, que havia criticado suas políticas, para o papel de um "kapo" em um filme sobre os campos de concentração nazistas. Um "kapo" era um interno do campo que recebia privilégios para supervisionar os trabalhadores da prisão.

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Berlusconi depois minimizou o comentário, dizendo que ele estava sendo irônico e se referia a uma série de comédia da televisão.

A chanceler alemã, Angela Merkel, que apoiou a busca por austeridade de Monti e tem uma relação difícil com Berlusconi, tem mantido silêncio sobre quem gostaria que vencesse a eleição da terceira maior economia da zona do euro.

Monti arriscou envergonha-la esta semana, no entanto, dizendo que Merkel não queria que o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, ganhasse, após a observação de Berlusconi de que Monti uniria forças com o PD após a eleição "com a bênção de Merkel".

Pesquisas sugerem que o PD deve ganhar o controle da Câmara dos Deputados da Itália na eleição de 24 e 25 de fevereiro. A aliança centrista de Monti está atrás em quarto lugar, mas o PD pode precisar de seu apoio para controlar a câmara alta do Parlamento e formar um governo.

(Reportagem de Madeline Chambers)

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