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China abre reunião secreta para definir agenda de reforma econômica

Internacional|Do R7

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Por Benjamin Kang Lim e Ben Blanchard

PEQUIM, 9 Nov (Reuters) - Os líderes chineses começaram uma reunião secreta de quatro dias neste sábado para definir uma agenda de reformas para a próxima década, enquanto tentam promover um crescimento mais sustentável, depois de três décadas de expansão vertiginosa.


O presidente Xi Jinping e o premiê Li Kegiang precisam colocar em ação novos mecanismos de crescimento, enquanto a segunda maior economia do mundo desacelera, sobrecarregada por excesso de capacidade industrial, montanhas de dívidas e aumento dos preços de casas.

A reunião, sob forte esquema de segurança no oeste de Pequim, vai mostrar qual o comprometimento da nova liderança com reformas, após ter assumido formalmente o poder em março.


As reformas econômicas vão dominar a reunião dos 205 membros do Comitê Central do Partido Comunista da China, que governa o país. A agência oficial de notícias Xinhua, tradicionalmente emite um boletim no fim do último dia.

Analistas têm alertado contra grandes expectativas, já que a estabilidade continua sendo a palavra de ordem para a liderança, mesmo em meio a relatos da mídia de que os principais legisladores podem tomar medidas ousadas para lidar com direitos arraigados, tais como monopólios estatais.


O Centro de Pesquisa de Desenvolvimento, um catalisador de ideias para o ministério da China, determinou no mês passado oito áreas importantes para a reforma total - finanças, tributação, terra, ativos fixos do país, assistência social, inovação, investimento estrangeiro e governança.

Poderosos grupos de interesse, incluindo esquerdistas ou conservadores, governos locais, empresas estatais e bancos estaduais, se opõe a algumas das reformas como a liberação da taxa de juros, permitir bancos privados e transformar Xangai numa zona de livre comércio, dizem várias fontes.


Entretanto, o partido vai assumir uma posição única assim que a Xinhua emitir seu comunicado.

O influente tabloide do People's Daily, o Global Times alertou em um editorial no sábado que os líderes do país dificilmente alcançarão as enormes expectativas.

O governo comprometeu-se a deixar as forças do mercado desempenharem um maior papel na definição do preço do capital, da energia e da terra e a reduzir a burocracia.

Isso sugere que as maiores mudanças podem ser novas medidas para liberar as taxas de juros e mudanças fiscais para permitir que os governos locais administrem melhor a sua dívida e se afastem da dependência da venda de terras para a sua receita.

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