China não quer "guerra ou caos" na península coreana, diz vice-chanceler
Internacional|Do R7
Pequim, 3 abr (EFE).- A China "não quer ver nenhuma guerra ou caos" na península coreana e está comprometida a conseguir sua desmobilização nuclear através do diálogo, afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores do país, Zhang Yesui, enquanto continua a escalada de ameaças por parte da Coreia do Norte contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Zhang destacou que o gigante asiático se opõe a "declarações provocativas ou atos que minem a paz e a estabilidade da península e a região por qualquer uma das partes", segundo declarações dadas à agência estatal chinesa de notícias "Xinhua". Ele ressaltou o interesse da China em manter a paz e a estabilidade no país vizinho, e pediu "a todas as partes que mantenham a calma e ajam com cautela". O vice-ministro declarou prestar atenção "à tensa situação" entre as duas Coreias, cujo último sinal da progressiva deterioração de suas relações é a decisão de hoje de Pyongyang de proibir a entrada rotineira dos trabalhadores sul-coreanos no complexo industrial de Kaesong, único projeto de cooperação da Coreia do Norte com Seul. "O que ocorre está relacionado com a estabilidade dos países vizinhos da China", enfatizou Zhang, que também informou que se reuniu com embaixadores de "países importantes", aos quais expressou sua "mais sincera preocupação" pela situação. Ontem, Pyongyang - que se declarou em estado de guerra com a Coreia do Sul no sábado -, comunicou sua decisão de reabrir sua usina nuclear na cidade de Yongbyon, localizada ao norte da capital e que, segundo especialistas, estaria capacitada para construir bombas atômicas. Sem se referir a este fato concretamente, Zhang reiterou que "a China sempre está comprometida à desmobilização nuclear, por isso defende a solução do problema através do diálogo". Apesar de a China afirmar "não querer ver" um conflito na península coreana, que poderia acarretar péssimas consequências para a potência asiática, algumas publicações indicam que o Exército de Libertação Popular chinês (ELP) começou a mobilizar suas tropas perto da fronteira com a Coreia do Norte. Um relatório divulgado ontem pela organização Eurasia, que cita fontes oficiais americanas, indica que a ida das tropas à fronteira com a Coreia do Norte está sendo realizada desde meados de março, e que o ELP está agora no nível máximo de alerta. A China, principal aliada do regime de Kim Jong-un, mantém um tratado de defesa mútua com Pyongyang, por isso o hipotético deslocamento de suas tropas é interpretado como um sinal de apoio à Coreia do Norte em caso de ofensiva militar, apesar de a China ainda não ter se pronunciado a respeito. EFE pav/id











