China precisaria ‘dobrar aposta’ para enfrentar sanções dos EUA ao Irã, afirma especialista
Empresas chinesas são afetadas por restrições; bloqueio de minerais críticos poderia pressionar Washington
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta terça-feira (25) que a cooperação entre Pequim e Teerã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências. Ele acrescentou que o país já afirmou se opor veementemente às sanções unilaterais ilegais.
A China defende um cessar-fogo do conflito no Oriente Médio e insiste que as restrições econômicas impostas pelos EUA não resolverão a guerra. No caso chinês, a ameaça de sanções dos Estados Unidos contra países que mantiverem relações comerciais com o Irã afeta principalmente empresas de petróleo e derivados, e não o Estado chinês.

Ainda que Pequim tenha afirmado que vai defender seus interesses em Teerã, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin diz que o tipo de restrição é mais difícil de ser evitada.
“O que o governo chinês pode fazer é continuar dobrando a aposta e bloquear novamente os minerais críticos aos Estados Unidos ou tentar burlar as sanções em relação ao Irã, porque, se a gente considerar que o Irã é sancionado desde 1979, a gente deve se questionar como é que o Irã conseguiu sobreviver economicamente durante essas décadas”, diz em entrevista ao Conexão Record News.
Segundo o especialista, muito disso se deve à atuação de empresas de fachada, que, com o apoio de países estrangeiros, evadem as sanções com frotas fantasmas de petróleo. No entanto, com o estreito de Ormuz efetivamente bloqueado, Brustolin argumenta que é muito difícil que o Irã continue a escoar sua produção petrolífera.
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