China recebe Netanyahu e Abbas e oferece mediação entre Israel e Palestina
Internacional|Do R7
Pequim, 5 mai (EFE).- A China se ofereceu como mediadora do conflito palestino-israelense ao receber neste domingo, em Pequim, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, apenas um dia antes de também desembarcar em Pequim o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Esta é a primeira vez que os dois líderes visitam a China de forma quase simultânea, o que indica que o país asiático "desempenha um papel cada vez mais importante" nos assuntos do Oriente Médio, disse na sexta-feira um editorial do jornal governista "Diário do Povo". Abbas, que chegou neste domingo à capital chinesa, será recebido na segunda-feira pelo recém nomeado presidente Xi Jinping em um ato de boas-vindas no Grande Palacio do Povo (sede do Legislativo). O líder palestino ficará na capital do gigante asiático até terça, um dia depois do desembarque do primeiro-ministro israelense, que permanecerá no país até o dia 10 e passará por Xangai. Na quarta-feira, Netanyahu - que visita a China pela primeira vez desde sua terceira reeleição -, vai se encontrar no mesmo palácio com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. A grande incógnita da histórica visita é se haverá uma reunião entre Abbas, Netanyahu e os líderes chineses, algo que o regime comunista não confirmou. "Se os líderes palestino e israelense tiverem o desejo de se encontrar em Pequim, a China está disposta a oferecer a assistência necessária", ressaltou a respeito a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, em entrevista coletiva na sexta-feira. "A China espera sinceramente que ambas as partes possam reiniciar as negociações de paz de forma adiantada e conseguir um progresso substancial", acrescentou Hua, enfatizando que a segunda maior economia mundial "desempenhará um papel positivo e construtivo" neste tema. A dupla visita inscreve-se dentro dos esforços de Pequim em "promover a paz e a estabilidade nessa região", destacou Hua, e ocorre uma semana após a viagem do enviado especial chinês ao Oriente Médio, Wu Sike, a Cisjordânia e Israel. Segundo a agência oficial "Xinhua", Wu declarou em Ramala (Cisjordânia) que "a nova liderança chinesa quer impulsionar o processo de paz e retomar as conversas entre as duas partes para conseguir uma solução de dois Estados". "A China apoia a criação de um Estado palestino com as fronteiras de 1967 e Jerusalém Oriental como sua capital", ressaltou o enviado. A mediação da China surge depois da recente viagem do secretário de Estado americano, John Kerry, à região no mês passado, dias antes de iniciar uma jornada de visitas que incluiu uma passagem por Pequim. No final de março, Barack Obama foi pela primeira vez à Cisjordânia, onde pediu a ambas as partes que "deixem de lado as exigências prévias ao diálogo". A passagem de Abbas e Netanyahu pela China é considerada uma prova de fogo para a pretensa diplomacia de "poder brando" que o novo governo chinês defende, assim como um termômetro acerca do jogo de influências de Pequim e Washington na conflituosa região. EFE pav/id







