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China tenta evitar sanções ao não expor apoio militar dado à Rússia, aponta analista

Kremlin nega que o Exército chinês tenha treinado soldados russos para lutar na guerra contra a Ucrânia

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Kremlin negou que o Exército chinês tenha treinado soldados russos para a guerra na Ucrânia.
  • Documentos indicam que cerca de 200 militares russos foram treinados por Pequim no final de 2025, focando no uso de drones.
  • A China apoia a Rússia economicamente, mas evita demonstrar apoio militar para evitar sanções.
  • Igor Lucena afirma que sem o apoio chinês, a Rússia teria dificuldades em manter-se no conflito.

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O Kremlin negou que o Exército chinês tenha treinado soldados russos para lutar na guerra contra a Ucrânia. Segundo documentos obtidos pela agência de notícias Reuters, cerca de 200 militares russos foram treinados por Pequim no final de 2025.

O acordo entre os países também previa que centenas de soldados chineses passariam por treinamento em instalações militares na Rússia. As sessões de treinamento secretas se concentravam principalmente no uso de drones.


Pessoas em uniforme militar praticando tiro com fuzis em um campo aberto
Sessões de treinamento secretas se concentravam, principalmente, no uso de drones Reprodução/Record News

“Não há dúvidas de que há, sim, um apoio chinês do ponto de vista militar, porque os chineses já fazem esse apoio à Rússia do ponto de vista econômico e financeiro, seja com marcas de cartão de crédito, venda de carros, sistema financeiro chinês. Agora, o que eles não querem é demonstrar isso do ponto de vista militar, porque poderia levar a sanções para a China”, explica Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (21).

Segundo ele, a possibilidade de um treinamento é muito real, pois não há interesse dos chineses de que os russos se mantenham fracos e percam o conflito de uma maneira rápida — algo que daria mais espaço e vantagem para a União Europeia e para os Estados Unidos.


“Eles nunca vão admitir, mas é muito óbvio que, sem o apoio chinês, provavelmente a Rússia não estaria aguentando nem militarmente, nem economicamente, estar dentro desse conflito”, pontua Lucena.

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