Chineses enviam filhos a ‘campos de dificuldades’ para aprenderem a trabalhar na lavoura
Pais pagam acampamentos para os jovens cavarem, cortarem lenha e alimentarem animais em busca de ensiná-los sobre o valor da vida
Internacional|Do R7
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Pais chineses estão enviando seus filhos para “campos de dificuldades” para aprenderem a trabalhar na lavoura, segundo uma matéria do South China Morning Post. O objetivo é apresentar realidades diferentes para as crianças e ensiná-las a dar valor à vida.
De acordo com o jornal, os interessados desembolsam mais de 4.000 yuans (aproximadamente R$ 3.000) para enviar um jovem a uma experiência de dez dias.
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Os campos funcionam como acampamentos de férias, mas, em vez de se divertirem, os menores de idade trabalham. Entre as principais atividades estão cavar, cortar lenha, alimentar animais, colher e vender batatas.
Imagens que repercutiram nas redes sociais chinesas mostram crianças chorando e pedindo para voltar para casa. No entanto, os organizadores do acampamento garantem que a experiência é segura e serve para ensinar os mais novos como é difícil ganhar dinheiro.
A iniciativa vem gerando polêmica não só pelas atividades, consideradas pesadas para crianças, mas também pelas regras rígidas. Ao chegar no campo, os jovens têm os celulares confiscados e passam a depender de um sistema de pontos.
As crianças ganham pontos de acordo com o trabalho executado e podem usá-los para obter itens de necessidade diária. Já aqueles que não conseguirem concluir as tarefas atribuídas sobrevivem comendo apenas batatas.
Para alguns internautas, o acampamento é essencial para que as crianças valorizem suas vidas confortáveis. “O que nossas crianças vivenciam nesses acampamentos de verão reflete as dificuldades reais que nossa geração enfrentou. Nosso objetivo era proporcionar a elas uma vida melhor, mas talvez as tenhamos mimado sem querer”, disse um internauta, de acordo com o South China Morning Post.
Outros, no entanto, acreditam que as atividades estejam acabando com a infância dos envolvidos. “Muitas crianças só recebem educação em salas de aula da cidade. O excesso de trabalho pode afetar negativamente seu desenvolvimento físico e mental”, comentou outro.
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