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Cidade argentina proíbe venda de armas durante 3 meses por insegurança

Internacional|Do R7

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Buenos Aires, 15 out (EFE).- As autoridades de Santa Fé, no nordeste da Argentina, proibiram a comercialização de armas e munição na cidade durante os próximos 90 dias, devido ao aumento da insegurança e do número de homicídios, 117 neste ano, informou a prefeitura nesta quarta-feira em um comunicado. A medida excepcional, que foi tomada por votação do Conselho Municipal, implica em um aumento dos requisitos exigidos para o funcionamento dos comércios vinculados com a venda de armas e munição. No texto, o prefeito de Santa Fé, José Corral, demonstra sua preocupação com os 117 assassinatos registrados desde o início do ano, dos quais 90 ocorreram com armas de fogo, assim como pelas "centenas" de pessoas feridas e pela "dramática quantidade de crianças" afetadas. Corral se dirige à Justiça para pedir que "esclareça as situações de sequestros de armas" e à polícia para que "continue com o controle dos mercados ilegais". Segundo o estabelecido pelas autoridades, toda pessoa habilitada para a comercialização de armas e munição deverá credenciar sua inscrição no Registro de Comerciantes de Armas. Também se modificarão os procedimentos para a habilitação dos comércios para assim "ter a tranquilidade que as armas e as munição legais não terminem prontamente nos mercados ilegais". Entre outros assuntos, o prefeito ressalta a necessidade de vigiar os arsenais da Justiça e as armas legais da polícia "para que não haja vazamentos", após os roubos sofridos pelas forças de segurança. A insegurança é uma das maiores preocupações da sociedade argentina, que vê como os incidentes violentos se multiplicam com o aumento do narcotráfico, principalmente na província de Santa Fé. EFE ivc/rsd

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