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Cobras, lagartos: estudo revela dieta humana no Oriente Médio há 15 mil anos

Análise de ossos de animais mostrou que os natufianos consumiam répteis grandes e lentos para evitar riscos durante a captura

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela que cobras e lagartos faziam parte da dieta de humanos no Oriente Médio há 15 mil anos.
  • Ossos de répteis encontrados no Monte Carmelo, Israel, mostram marcas de corte feitas com ferramentas de sílex.
  • Natufianos preferiam répteis grandes e lentos, como o lagarto-de-vidro-europeu, para evitar riscos durante a captura.
  • Descoberta ajuda a entender a alimentação humana antes do período Neolítico e o impacto inicial nas comunidades de répteis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores analisaram ossos encontrados em um sítio arqueológico em Israel Divulgação/Reuven Yeshurun

Um estudo revelou que cobras e lagartos faziam parte da alimentação de natufianos, grupos humanos que viviam em regiões que hoje correspondem à Jordânia, Palestina e Israel há cerca de 15 mil anos.

A descoberta, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, vem de milhares de ossos de répteis encontrados no sítio arqueológico Terraço de El-Wad, no Monte Carmelo, em Israel.


A análise microscópica dos ossos permitiu que os especialistas diferenciassem animais que morreram naturalmente ou foram caçados por outros predadores daqueles que provavelmente foram capturados e preparados pelos humanos.

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Entre as principais evidências estão marcas de corte feitas com ferramentas de sílex encontradas em ossos de grandes serpentes, como a cobra-chicote-gigante e a cobra-de-montpellier-oriental. Os pesquisadores também encontraram sinais do consumo do lagarto-de-vidro-europeu, um réptil de escamas duras que exigia uma forma diferente de abate.


Segundo a equipe responsável pelo estudo, os natufianos provavelmente preferiam répteis grandes, lentos e que oferecessem pouco risco durante a captura. Por isso, o lagarto-de-vidro pode ter se tornado uma opção frequente. Já cobras venenosas aparecem raramente nos vestígios.

Para os pesquisadores, a descoberta ajuda a entender melhor a alimentação humana antes do início do período Neolítico. “Esses resultados revelam o papel de longo prazo dos répteis em estilos de vida sedentários emergentes e, possivelmente, o impacto humano inicial nas comunidades locais de répteis”, diz um trecho da pesquisa.

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