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Com ONU enfraquecida, civis libaneses e israelenses continuam reféns da guerra; veja análise

Israel volta a atacar o sul do Líbano; fronteira é palco de disputas entre as Forças de Defesa e o Hezbollah

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Israel realizou novos bombardeios no sul do Líbano, atingindo a cidade de Tiro e resultando em pelo menos oito mortos.
  • O conflito envolve a presença de grupos ligados ao Hezbollah, financiados pelo Irã, e afeta a estabilidade entre Israel e países como Estados Unidos.
  • A ONU enfrenta dificuldades para implementar a resolução 1701 de 2006, que visa restringir o armamento do Hezbollah ao sul do rio Litani.
  • O conflito tem causado sofrimento tanto para a população ao norte de Israel quanto para os civis no sul do Líbano, com mais de um milhão de civis afetados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Israel lançou novos bombardeios contra o sul do Líbano nesta terça-feira (9), quando um míssil atingiu uma periferia da cidade de Tiro e deixou ao menos oito mortos. A agência nacional de notícias do país ainda relatou ataques a uma área de habitação social e busca por desaparecidos. Ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin fala da complexidade do conflito instaurado no Oriente Médio.

“Israel mobilizou forças para o sul de um país soberano, mas está atacando inclusive a capital libanesa em alguns subúrbios onde alega que há grupos ligados ao Hezbollah. É uma situação bastante complexa e envolve também a guerra entre Irã e Estados Unidos, porque esses grupos, o Hezbollah, o Hamas, a Jihad Islâmica na Palestina, os Houthis no Iêmen, são financiados pelo Irã”, diz.


Bombardeio no Oriente Médio
Incursão feita por Israel já movimentou mais de um milhão de civis Reprodução/Record News

Enquanto isso, o especialista pontua que a ONU falha ao não conseguir cumprir suas resoluções para a região. “A resolução 1701 da ONU de 2006 dá conta de que o Hezbollah não pode colocar armas para baixo do rio Litani”, lembra Brustolin. No entanto, o grupo se recusa a abrir mão de suas armas e ficar vulnerável às ofensivas israelenses.

“Quando o Hezbollah coloca armamento ali, fica muito próximo da fronteira com Israel. E tem cidades israelenses ali que são alvejadas. A população ao norte de Israel é alvejada por foguetes, por drones. Tem uma vida muito ruim justamente por conta desses ataques. E, ao mesmo tempo, a população do sul do Líbano também tem uma vida muito ruim”, pondera. Ele ressalta que a incursão feita por Israel já movimentou mais de um milhão de civis na região.

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