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Combates intensos deixam trégua perto de um colapso na Ucrânia

Internacional|Do R7

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Por Anton Zverev

NIKISHINE, Ucrânia (Reuters) - Rebeldes pró-Rússia bombardearam tropas do governo cercadas no leste da Ucrânia nesta terça-feira, e o plano para que os dois lados retirassem o seu armamento pesado não foi executado, deixando um frágil acordo de paz perto do colapso.

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Uma testemunha da Reuters perto da linha de frente afirmou que a artilharia atingiu a cidade de Debaltseve a cada cinco segundos, levantando uma fumaça preta, apesar da trégua que reduziu os confrontos em muitas regiões desde que o acordo negociado pelos europeus começou no domingo.

Os rebeldes declararam que eles haviam capturado partes de Debaltseve, que fica numa junção ferroviária estratégica, e que alguns soldados ucranianos haviam se rendido, mas Kiev nega.

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“No momento, há uma confronto duro nos arredores da cidade. Há combates ao redor da estação. Nossas forças estão mantendo as suas posições, e elas estão completamente no direito de abrir fogo em resposta”, disse Andriy Lysenko, porta-voz militar da Ucrânia.

A esperança de que o acordo firmado na última quinta-feira terminaria com um conflito que já matou mais de 5.000 pessoas sempre foi reduzida, depois que um avanço rebelde em janeiro terminou com um cessar-fogo anterior.

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No entanto, a intensidade dos combates em Debaltseve não era esperada e aumentam as preocupações de Kiev e do Ocidente de que os separatistas e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, querem consolidar os recentes ganhos rebeldes, antes que a paz seja implementada.

Caminhões militares e tanques se movimentavam na bastante destruída vila de Nikishine, ao mesmo tempo que os rebeldes atacavam a próxima Debaltseve com foguetes, artilharia pesada e morteiros.

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A fumaça cobria Debaltseve, cuja população em tempos de paz é 25 mil habitantes, que há semanas sofre com os confrontos.

A expectativa é que observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa tentassem chegar à cidade cercada, depois que a Alemanha disse ter acordado com os líderes da Rússia e Ucrânia para que os monitores tivessem acesso livre no leste.

No entanto, um novo chamado de Berlim pela paz e pela retirada do armamento pesado, como programado, a partir desta terça, parece não ter sido ouvido.

"Não temos o direito (de parar a luta em Debaltseve). É uma questão moral. É território interno”, disse Denis Pushilin, representante dos separatistas, estabelecendo o objetivo de “destruir as posições de combate do inimigo”.

(Reportagem adicional de Pavel Polityuk, Natalia Zinets, Alessandra Prentice e Richard Balmforth em Kiev, Polina Devitt em Moscou e Madeline Chambers em Berlim)

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