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Começa em Haia julgamento contra supostos assassinos de ex-premiê libanês

Internacional|Do R7

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Haia, 16 jan (EFE).- Começou nesta quinta-feira em Haia (Holanda), no Tribunal Especial para o Líbano (TEL), o julgamento à revelia dos quatro supostos assassinos do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, todos os acusados membros da milícia radical xiita Hezbollah. O julgamento ocorrerá como se os quatro estivessem presentes na sala e admitido sua culpa. Hariri foi assassinado em fevereiro de 2005 em um atentado com um caminhão-bomba carregado com duas toneladas de TNT. A ação causou, ao todo, a morte de 22 pessoas e deixou 226 feridas. O ataque fez com que a Síria, acusada de ter ordenado o crime, retirasse suas tropas do país vizinho após quase três décadas. Os acusados pelo atentado são Salim Jamil Ayash, Mustafa Amine Badredine, Hussein Hassan Oneisi e Assad Hassan Sabra, todos de nacionalidade libanesa. Os quatro são acusados de organizar um complô para cometer um ato terrorista, perpetrar um atentado com explosivos, homicídio intencional de Hariri e de outras 21 pessoas e tentativa de homicídio com premeditação e uso de explosivos de outras 226 pessoas. A promotoria abriu sua alegação com um relato detalhado dos fatos ocorrido no dia do atentado, com imagens da rota seguida pelo caminhão-bomba e no comboio de Hariri. "Os movimentos feitos por Hariri serão muito significativos no desenrolar do julgamento", afirmou um dos promotores do caso. O Tribunal do Líbano foi criado em 2007 por decisão do Conselho de Segurança da ONU e começou a funcionar dois anos depois. A promotoria considera que Badredine e Ayash foram os autores intelectuais e executores do atentado. Os outros dois acusados, Oneisi e Sabra, entregaram à rede de televisão "Al Jazeera" um vídeo falso na qual reivindicavam a autoria do atentado em nome de um grupo inexistente, segundo a promotoria. Todos eles estão sendo julgados à revelia depois que o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, negou-se a entregá-los ao tribunal da ONU, alegando que a corte é um instrumento nas mãos dos Estados Unidos e Israel. Os libaneses esperam que o processo, que começou após anos de investigações, possa pôr fim aos crimes políticos ocorridos no país durante os anos da guerra civil (1975-1990) e que prosseguiram após seu término. A morte de Hariri abriu uma série de atentados contra políticos, intelectuais e jornalistas que criticavam de modo aberto a Síria, que apesar disso não foi acusado pelo ataque. EFE mrl-emm/dk

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