Comissário acusa 3 libaneses e 2 espiões sírios pelos atentados de Trípoli
Internacional|Do R7
Beirute, 30 ago (EFE).- O comissário do Líbano para o tribunal militar, juiz Sakr Sakr, acusou nesta sexta-feira três libaneses e dois sírios, membros do serviço de inteligência de seu país, pelos atentados que há uma semana deixaram 47 mortos e 900 feridos na cidade de Trípoli. Os sírios foram identificados como o capitão Mohamad Ali e Jodr Lutfi al Airuni e são acusados de ter colocado os carros-bomba junto às mesquitas, segundo os meios de comunicação libaneses, que já apontavam há dias o envolvimento do serviços secretos sírios nestes fatos. Os libaneses são os clérigos Hachem Menkara e o já detido Ahmad Gharib, assim como o informante Mustafa Huri, especificou a agência oficial "ANN". Menkara é o chefe do Movimento de Unificação Islâmica (MUI), uma formação radical sunita próxima ao regime sírio e ao grupo xiita libanês Hezbollah. Estas pessoas devem responder às acusações de ter formado um grupo terrorista armado e ter ocultado informações sobre os atentados. O procurador também ordenou a detenção de duas pessoas que supostamente dispararam há oito dias projéteis sobre o norte de Israel desde território libanês, e de quatro sírios da chamada célula de Balune. Essa célula também é acusada do lançamento, em junho, de projéteis contra Yarze e Baabda, duas localidades estratégicas onde está a Presidência da República e o Ministério da Defesa. As autoridades políticas e religiosas do país, que condenaram de modo unânime o sucedido, advertiram que há um plano destinado a desestabilizar o país e suscitar um conflito sectário entre sunitas e xiitas. EFE ks-mv/ff












