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Comitê do Senado dos EUA adia votação sobre possível ataque à Síria

Internacional|Do R7

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Washington, 4 set (EFE).- O Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos adiou nesta quarta-feira a votação da resolução sobre um possível ataque à Síria após a rejeição, entre outros, do senador republicano John McCain, que pede a inclusão de um maior apoio à oposição. O comitê, que prevê votar a resolução nas próximas horas, inicialmente tinha programado o votação para as 12h30 (de Brasília), mas a postergou para continuar as negociações sobre o texto. "Há muitas pessoas que não estão contentes com o texto da resolução", disse McCain aos jornalistas. McCain declarou que se opõe ao texto atual da resolução conjunta elaborado ontem à noite pelo presidente desse comitê, o democrata Bob Menéndez, e pelo republicano Bob Corker, e pediu modificações à medida. O senador explicou que lhe preocupa "a situação militar no campo de batalha", apesar de a medida procurar degradar as possibilidades que o regime sírio possa voltar a usar armas químicas contra a população no futuro. Segundo McCain, ele recebeu garantias que a medida também aumentaria o apoio dos EUA a grupos da oposição e mudaria as condições no terreno de maneira que se possam criar as condições para um "acordo negociado" e a saída do poder do presidente sírio, Bashar al Assad. "Se Bashar al Assad segue em posição de vantagem, jamais deixará a Síria. Tem que saber que está perdendo e, dessa forma, alcancemos um acordo negociado para sua saída", comentou. McCain afirmou que apresentará emendas para modificar o texto final da resolução conjunta, que deverá ser aprovada pelas duas câmaras do Congresso. Embora não tenha entrado em detalhes sobre o conteúdo dessas emendas, McCain insistiu na necessidade de dar a apoio a grupos como o Exército Livre Sírio e outras "forças de resistência", mas assegurou que apoia a proibição do envio de tropas americanas no terreno. No momento, a resolução de quatro páginas autoriza o uso da força contra a Síria para "responder ao uso de armas de destruição em massa por parte do governo sírio" no conflito civil nesse país; "impedir" o uso dessas armas para proteger os interesses de segurança nacional dos EUA e seus aliados, e "degradar" a capacidade da Síria de usá-las no futuro. Entre outros elementos, a medida estabelece um limite de 60 dias para uma ação militar, mas permite que o Executivo o estenda por outros 30 dias, a menos que o Congresso rejeite. Também proíbe a presença de tropas americanas no terreno para realizar "operações de combate". EFE mp/rsd

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