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Como cientista descobriu ‘sem querer’ atalho para Marte que pode reduzir viagem pela metade

Nos cálculos atuais e com a tecnologia moderna, uma missão espacial chegaria ao planeta vermelho após sete a dez meses

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A descoberta do físico brasileiro Marcelo de Oliveira Souza reduz o tempo de viagem a Marte pela metade.
  • Uma rota "ultracurta" permitiria viajar de ida e volta em menos de um ano.
  • Os cálculos mostram que é possível realizar a viagem em cerca de cinco meses em 2031.
  • Atualmente, uma missão leva entre sete a dez meses devido à distância e alinhamento dos planetas.

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Missão de ida e volta da Terra a Marte poderia ser concluída em aproximadamente cinco meses Galileo e Mars Global Survey da Nasa

Astronautas poderão completar uma viagem de ida e volta a Marte em menos de um ano, o que representa a metade do tempo estipulado para missões atuais. A descoberta foi feita por um brasileiro, que chegou a esta conclusão por acaso.

O físico Marcelo de Oliveira Souza, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), estava estudando asteroides próximos da Terra, em 2015, quando notou o objeto 2001 CA21 que seguia uma trajetória rara, cruzando zonas orbitais da Terra e de Marte. Apurando as medições ao longo dos anos seguintes, percebeu que havia a possibilidade de rotas “ultracurtas” entre os dois planetas. “Foi uma surpresa para mim. Eu não estava à procura disso”, disse ao site especializado Live Science.


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Os cálculos de Souza mostraram que uma viagem muito rápida, de aproximadamente 34 dias, da Terra a Marte é geometricamente possível se uma espaçonave seguir uma trajetória semelhante ao plano orbital inicial do asteroide. No entanto, tal trajetória exigiria velocidades de decolagem em torno de 32,5 quilômetros por segundo, muito além das capacidades atuais dos foguetes, e uma espaçonave chegaria a Marte viajando a cerca de 108.000 km/h — muito rápido para os sistemas de pouso existentes lidarem com segurança, afirma Souza no artigo publicado na revista Acta Astronautica em abril.

O físico, então, usou a geometria inspirada no asteroide para explorar possíveis viagens em 2027, 2029 e 2031, quando ocorrerão as próximas oposições, ou seja, quando a Terra e Marte estarão alinhados no mesmo lado do Sol e mais próximos um do outro em suas órbitas. Ao usar um método padrão para calcular trajetórias entre dois pontos no espaço e restringir essas trajetórias a cerca de 5 graus da inclinação orbital do asteroide, Souza descobriu que apenas o alinhamento de 2031 oferecia uma oportunidade viável para viagens rápidas usando tecnologia disponível a curto prazo.


Nesse período, uma missão de ida e volta da Terra a Marte poderia ser concluída em aproximadamente cinco meses, de acordo com o estudo.

Nos planos de missão atuais, chegar a Marte, que está localizado cerca de 50% mais distante do Sol do que a Terra, leva aproximadamente de sete a dez meses. Como a Terra e Marte se alinham para transferências eficientes em termos de combustível apenas a cada 26 meses, os astronautas precisam esperar por uma janela de retorno favorável, o que estende uma viagem completa de ida e volta para quase três anos.

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