Por que a Nasa planeja construir uma base para astronautas no polo sul da Lua
Região escolhida pode esconder reservas de gelo em crateras que nunca recebem luz solar
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Nasa, a Agência Espacial Americana, revelou um ambicioso projeto para transformar o polo sul da Lua em uma base permanente de operações humanas. Chamada de Moon Base, a iniciativa prevê a construção de uma estrutura voltada para pesquisas científicas, exploração espacial e operações logísticas nos próximos anos.
Diferente da estratégia anterior, que priorizava a construção de uma estação orbital lunar dentro do programa Gateway, a agência optou por concentrar esforços diretamente na superfície do satélite. A ideia é criar um “posto avançado” completo, com habitats para astronautas, veículos de exploração, sistemas de comunicação e geração de energia.
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De acordo com a revista Wired, o objetivo da mudança é acelerar o desenvolvimento do programa Artemis e reduzir custos operacionais. A Nasa pretende executar o projeto em três etapas principais, começando já em 2026.
Por que o polo sul da Lua?
O polo sul da Lua foi escolhido porque a região pode esconder grandes reservas de gelo em crateras que nunca recebem luz solar. Esse recurso é considerado estratégico para futuras missões de longa permanência, já que a água poderá ser usada tanto para abastecimento dos astronautas quanto para a produção de oxigênio e combustível.
Entre 2026 e 2029, a Nasa prevê realizar mais de 20 pousos lunares e cerca de 25 missões relacionadas à nova infraestrutura. Segundo o administrador da agência, Jared Isaacman, a proposta é criar o primeiro complexo humano permanente fora da Terra.
Como será dividida a missão?
A primeira missão do programa, prevista para 2026, utilizará o módulo Blue Moon Mark 1 Endurance, desenvolvido pela Blue Origin. A nave transportará equipamentos científicos e sistemas de teste para validar tecnologias necessárias às futuras operações tripuladas.
O pouso acontecerá próximo ao polo sul lunar, em uma área chamada Shackleton Connecting Ridge. Os instrumentos enviados deverão estudar o comportamento do solo lunar durante a aterrissagem e testar sistemas avançados de navegação para espaçonaves.
Outras missões planejadas incluem o transporte de veículos robóticos e experimentos científicos. Uma delas utilizará o módulo Griffin, da Astrobotic, para levar equipamentos e o rover FLIP, criado pela Astrolab. O veículo será usado para avaliar deslocamentos de longa distância na superfície lunar.
Outra operação enviará o experimento Lunar Vertex a bordo do módulo Nova-C Trinity, produzido pela Intuitive Machines. A missão investigará regiões conhecidas como “redemoinhos lunares”, áreas brilhantes que ainda intrigam os cientistas.
Os veículos lunares terão papel essencial na futura base. Para isso, a Nasa fechou contratos bilionários com empresas privadas para desenvolver modelos capazes de operar de forma autônoma ou tripulada. Entre eles está o rover Pegasus, da Lunar Outpost, projetado para permanecer ativo por até um ano na Lua.
A segunda etapa do projeto começará por volta de 2029 e envolverá o envio de dezenas de toneladas de equipamentos para instalação de módulos habitáveis, sistemas elétricos e redes de comunicação. A agência também pretende usar drones autônomos para mapear áreas de difícil acesso no polo sul lunar.
Esses drones fazem parte da missão MoonFall, desenvolvida em parceria com a Firefly Aerospace. Os aparelhos serão usados para explorar crateras e identificar locais seguros para futuras operações.
Além disso, a Nasa planeja levar reatores nucleares compactos para garantir fornecimento constante de energia, considerado indispensável para manter astronautas trabalhando continuamente na superfície lunar.
Na fase final, a agência pretende transformar a estrutura inicial em uma instalação fixa e permanente, com módulos conectados, estradas lunares e presença contínua de astronautas em sistema de revezamento.
O plano também faz parte da preparação para missões tripuladas a Marte. Segundo a Nasa, viver e operar na Lua permitirá desenvolver tecnologias e experiência necessárias para futuras viagens mais longas pelo espaço.
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