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Resgate milionário termina em tragédia, e carcaça de baleia é retirada por medo de explosão

Corpo de Timmy será analisado enquanto pesquisadores tentam entender o que causou a morte

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A baleia-jubarte Timmy foi resgatada após ficar presa por semanas no Mar Báltico, mas morreu após a operação milionária.
  • O resgate mobilizou autoridades, empresários e ativistas, mas o desfecho foi trágico com a morte de Timmy perto da Dinamarca.
  • A decomposição do corpo da baleia pode levar a uma explosão, e autoridades alertaram para manter distância da área.
  • O resgate gerou debate na comunidade científica sobre a viabilidade e impacto do esforço de salvamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Carcaça da baleia Timmy poderia explodir por causa de gases Reprodução\Instagram\landwirtschaft_und_umwelt_mv

A baleia-jubarte conhecida como Timmy foi retirada de uma praia na Dinamarca após morrer no fim de uma longa e controversa tentativa de resgate que mobilizou autoridades, empresários, ativistas e especialistas ambientais na Europa. O animal havia passado semanas preso em águas rasas do Mar Báltico antes de ser levado em uma operação milionária para tentar devolvê-lo ao Oceano Atlântico.

Timmy ganhou notoriedade após aparecer encalhada pela primeira vez em março, próximo à costa alemã do Mar Báltico. A baleia chegou a escapar de um banco de areia na Baía de Lübeck, mas voltou a ficar presa em diferentes pontos da região nas semanas seguintes.


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O caso passou a ser acompanhado de perto pela imprensa alemã e dinamarquesa, com transmissões ao vivo mostrando a situação do animal e atualizações constantes sobre o estado de saúde da baleia. A mobilização pública também cresceu nas redes sociais, com influenciadores e ativistas discutindo possíveis maneiras de salvá-la.

Em abril, especialistas chegaram a afirmar que já não havia esperança de sobrevivência para Timmy, que apresentava sinais de exaustão e deterioração física. Mesmo assim, dois empresários alemães decidiram financiar uma nova tentativa de resgate, estimada em aproximadamente R$ 8,8 milhões.


A operação consistiu em atrair a baleia para dentro de uma balsa preenchida com água e rebocá-la até águas mais profundas do Mar do Norte. Durante a missão, Timmy recebeu um equipamento de rastreamento para monitorar sua localização e seus sinais vitais.

Apesar da expectativa criada em torno do resgate, o desfecho acabou sendo trágico. Poucos dias após chegar às águas próximas da Dinamarca, Timmy foi encontrada morta perto da ilha de Anholt, localizada entre Dinamarca e Suécia. Autoridades confirmaram a identidade da baleia por meio do dispositivo de rastreamento instalado durante a operação.


Neste sábado (30), a carcaça do animal foi arrastada até a praia com o auxílio de cabos presos a um caminhão. A retirada foi registrada por veículos de imprensa locais. Segundo a Agência Dinamarquesa de Proteção Ambiental, o corpo será submetido a exames nos próximos dias para tentar determinar a causa da morte.

Especialistas ainda não sabem exatamente por que Timmy entrou no Mar Báltico, região considerada inadequada para a sobrevivência de baleias-jubarte. Algumas hipóteses apontam que o animal possa ter se perdido durante migração ou ao seguir cardumes de arenque.


A morte da baleia também gerou um novo alerta. Pesquisadores afirmaram que a decomposição da carcaça poderia provocar o acúmulo de gases e causar uma explosão. Por causa disso, autoridades dinamarquesas chegaram a orientar moradores e turistas a manter distância da área.

O pesquisador marinho Fabian Ritter afirmou que o aumento da pressão interna no corpo da baleia tornava a situação “quase inevitável”. Segundo ele, em determinado momento o animal pode explodir com um forte estrondo devido aos gases produzidos durante a decomposição.

Além do risco de explosão, autoridades alertaram para possíveis riscos de infecção. Algumas praias e áreas costeiras próximas chegaram a ter acesso restrito enquanto equipes ambientais planejavam a remoção do corpo para análises científicas em um porto dinamarquês.

O caso também provocou debate dentro da comunidade científica. Diversos especialistas criticaram o resgate milionário e afirmaram que Timmy já estava fraco demais para suportar o estresse do transporte até águas profundas.

Mesmo diante das críticas, o ministro do Meio Ambiente da região alemã de Mecklenburg-West Pomerania, Till Backhaus, defendeu a tentativa de salvamento. Segundo ele, a missão ofereceu à baleia “uma última chance” de recuperar a liberdade e a saúde.

Backhaus declarou ainda que permitir a operação não representava um desrespeito à ciência. Para o ministro, era “humano” tentar aproveitar qualquer possibilidade de salvar o animal, mesmo diante das pequenas chances de sucesso.

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