Trump devolve proposta do Irã com mais exigências e prolonga negociações
Pressão dos EUA aumenta enquanto diálogo sobre acordo nuclear continua indefinido
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O presidente dos EUA, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países, exigindo alterações em pontos considerados centrais pela Casa Branca, o que prolonga ainda mais o diálogo.
Segundo três autoridades, citadas pelo New York Times, as alterações têm como objetivo acelerar o processo, pressionando o Irã a aceitar condições mais vantajosas aos EUA. Os detalhes das alterações não foram divulgados.
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A maior preocupação de Trump é com o descongelamento de fundos para os iranianos. Ele sempre foi crítico de Barack Obama por ter feito o mesmo no acordo de 2015, que foi assinado para conter o programa nuclear do Irã.
O presidente também tem se frustrado com o tempo que o Irã tem levado para responder às propostas dos EUA. Uma das autoridades americanas disse que o acordo deve agora ser analisado pelo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Otimismo
Na sexta-feira, Trump se reuniu por duas horas na Casa Branca com seus principais assessores para discutir um fim para a guerra, mas deixou a reunião sem fazer nenhum anúncio — embora ele venha repetidamente dizendo que está próximo de um acerto.
O acordo encerraria a campanha militar de EUA e Israel contra o Irã em troca de os iranianos levantarem seu bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via crucial para transporte de petróleo e gás. O estreito estava aberto antes da guerra, que começou em 28 de fevereiro.
As negociações com o Irã estão sendo marcadas por divergências importantes. Trump exige assumir o controle do estoque iraniano de urânio enriquecido. O regime iraniano defende que o processo de negociação não inclui discussões sobre seu programa nuclear.
Os EUA também querem que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação, sem cobrança de pedágio ou qualquer tarifa — o que o Irã vem fazendo desde que a guerra começou.
Outras exigências americanas incluem o fim do apoio às milícias que operam no Oriente Médio com apoio iraniano: Hezbollah, Hamas, houthis e grupos armados xiitas iraquianos.
Trump está em uma encruzilhada. Se aceitar um acordo ruim, corre o risco de ser criticado pela própria base republicana. Se mantiver as hostilidades, com o Estreito de Ormuz fechado, os preços dos combustíveis tendem a seguir aumentando, o que afeta sua popularidade entre os eleitores.
*Com agências internacionais
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