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Exército dos EUA passa a usar veterinários no atendimento de feridos em combate

Estratégia aposta em integração entre médicos militares e especialistas em animais para ampliar capacidade de resposta em guerras de larga escala

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Exército dos EUA está incorporando veterinários em operações médicas para soldados feridos, visando melhorar a resposta em guerras de larga escala.
  • A iniciativa foi apresentada no Simpósio das Forças Terrestres do Pacífico de 2026, com demonstrações de atendimento cirúrgico avançado.
  • Veterinários e médicos militares compartilham protocolos de triagem, com diferenças apenas em aspectos anatômicos e dosagens de medicamentos.
  • O treinamento conjunto visa aumentar a sobrevivência e preservar efetivos militares, integrando habilidades em áreas como cirurgia e emergência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Paramédicos de combate do exército dos EUA participam de treinamento a bordo de navio Sargento Nickson Schenk/Exército dos EUA - 26.03.2026

O exército dos Estados Unidos está ampliando a participação de veterinários em operações de atendimento médico a soldados feridos em combate. Segundo o site Army Times, a iniciativa faz parte de um esforço para enfrentar desafios logísticos em possíveis guerras de larga escala, especialmente em cenários no Indo-Pacífico.

A proposta foi apresentada durante o Simpósio e Exposição das Forças Terrestres do Pacífico de 2026, realizado no Havaí. O evento contou com uma demonstração conduzida pelo 18º Comando Médico do Teatro de Operações, unidade baseada em Fort Shafter, no Havaí.


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Durante a apresentação, militares exibiram uma estrutura simulada de atendimento cirúrgico avançado e um modelo canino de alta fidelidade usado em treinamentos veterinários. Segundo os responsáveis pelo projeto, os primeiros procedimentos de triagem médica em cães e humanos seguem praticamente os mesmos princípios.

O veterinário capitão John Hutchison, da Rede Veterinária de Oahu, explicou que as diferenças estão principalmente em aspectos anatômicos. De acordo com ele, os equipamentos e medicamentos utilizados são os mesmos empregados em humanos, mudando apenas a dosagem.


Os militares destacaram que tanto cães quanto pessoas passam pelo mesmo protocolo inicial de avaliação de trauma. Nesse procedimento, as equipes verificam hemorragias, vias respiratórias, dificuldades respiratórias, sinais de choque, hipotermia e traumas na cabeça.

A integração entre veterinários e médicos militares ganhou força por causa das dificuldades esperadas em guerras de grande escala, como falta de pessoal e ambientes hostis para atendimento médico.


Segundo Hutchison, o treinamento conjunto aumenta as chances de sobrevivência e ajuda a preservar efetivos militares. A ideia é que veterinários possam auxiliar equipes médicas humanas e, em algumas situações, médicos militares também sejam capazes de atender cães usados em operações.

A tenente-coronel Lauren Hamlin, comandante da Atividade de Prontidão Veterinária do Havaí, disse que veterinários possuem experiência importante em áreas como cirurgia, anestesia, trauma, emergências e saúde pública.


Segundo ela, o treinamento lado a lado com equipes médicas humanas ajuda a desenvolver habilidades compartilhadas em triagem, suporte cirúrgico, ressuscitação, logística e evacuação de pacientes.

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