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Como drones na Ucrânia fazem tropas esperar uma semana para percorrer apenas 300 metros

Travessia só é feita quando há combinação de fatores favoráveis, incluindo boas condições climáticas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A "linha zero" na Ucrânia é extremamente perigosa devido à presença de drones, tornando avanços de apenas 300 metros demorados e arriscados.
  • As tropas ucranianas esperam condições climáticas desfavoráveis aos drones, como chuva e neblina, para se movimentarem com segurança.
  • Operações de guerra eletrônica são usadas para bloquear sinais de drones russos, mas exigem cuidado para não interferir nos sistemas ucranianos.
  • A tecnologia de drones e robôs terrestres está em expansão, mas a presença de soldados ainda é essencial para manter posições estratégicas e operar armamentos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ucrânia ampliou uso de drones e robôs terrestres para reduzir a exposição dos militares Reprodução/YouTube/Killhouse Academy

A chamada “linha zero”, faixa da linha de frente onde soldados ucranianos e russos ficam mais próximos em combate, se tornou um dos locais mais perigosos da guerra na Ucrânia devido à intensa presença de drones. Segundo uma reportagem do Business Insider, militares podem esperar dias por uma oportunidade segura para avançar apenas alguns metros.

Ao site, o sargento ucraniano identificado pelo indicativo “Yankee” afirmou que já enfrentou situações em que um deslocamento de cerca de 300 metros levou até sete dias para ser realizado. Segundo ele, qualquer tentativa de movimento pode significar risco imediato de morte.


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O militar explicou que a travessia só é feita quando há uma combinação de fatores favoráveis. Entre eles estão condições climáticas que dificultem a atuação dos drones, como chuva, neblina ou ventos fortes, além do apoio de equipes de guerra eletrônica responsáveis por bloquear os sinais usados pelos equipamentos russos.

De acordo com o Business Insider, essas operações reduzem a capacidade dos drones inimigos de transmitir imagens e receber comandos dos operadores. A ação, porém, exige planejamento para evitar interferências nos próprios sistemas utilizados pela Ucrânia.


Yankee contou que o clima costuma ser decisivo para definir quando uma equipe pode deixar uma posição ou seguir até a linha de frente. A baixa visibilidade causada por chuva e neblina dificulta a identificação dos soldados, enquanto ventos intensos limitam o funcionamento de parte dos drones.

O sargento falou à reportagem durante a Operação Legio, programa liderado pela Noruega que treina militares ucranianos na Polônia. Ele integra uma unidade equipada com sistemas portáteis de defesa aérea (MANPADS), usados para derrubar drones, mísseis e aeronaves que voam em baixa altitude.


Ainda segundo o Business Insider, a linha zero concentra alguns dos maiores riscos enfrentados pelas tropas. Além da vigilância constante feita por drones, os soldados precisam lidar com ataques de artilharia e com pequenos grupos russos que tentam infiltrar as posições ucranianas.

O avanço da tecnologia levou a Ucrânia a ampliar o uso de drones e robôs terrestres para reduzir a exposição dos militares. Ainda assim, o próprio Yankee afirma que a presença de soldados continua indispensável para manter posições estratégicas, operar armamentos e executar missões que ainda não podem ser realizadas apenas por sistemas não tripulados.

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