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Como é o estado de La Guaira, o lugar mais afetado pelos terremotos na Venezuela?

Estado é considerado um importante centro econômico e abriga o maior porto e o principal aeroporto do país

Internacional|Uriel Blanco, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • La Guaira foi o estado mais afetado pelos terremotos na Venezuela, sendo declarado zona de desastre.
  • Os terremotos, com epicentro em Yaracuy, causaram danos extensos em edifícios e infraestrutura.
  • La Guaira é um importante centro econômico e logístico, abrigando o maior porto marítimo e aeroporto do país.
  • O estado tem uma história de tragédias, incluindo um deslizamento de terra em 1999 que causou milhares de mortes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O estado já enfrentou tragédias no passado, quando ainda era conhecido como "Vargas" Gaby Oraa/Reuters - 25.06.2026

A Venezuela foi atingida na quarta-feira (24) por dois terremotos consecutivos, com apenas alguns segundos de diferença, deixando centenas de vítimas mortais e feridos.

Os sismos, sobretudo o segundo, de magnitude 7,5, foram fortes o suficiente para serem sentidos em todo o país e deixaram danos extensos em edifícios e infraestrutura da Venezuela.


O estado costeiro de La Guaira é o mais afetado após os terremotos e foi declarado zona de desastre, informou Delcy Rodríguez, presidente encarregada da Venezuela.

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La Guaira é um dos 23 estados da Venezuela e fica no norte do país, na costa.


Embora tenha sido a zona mais afetada, os sismos não tiveram seu epicentro em La Guaira. Ambos os terremotos foram registrados no estado de Yaracuy, próximo a La Guaira, e também no norte da Venezuela.

A zona norte da Venezuela é de grande relevância para o país, já que ali se encontram algumas das maiores refinarias de petróleo venezuelanas.


La Guaira abriga um dos maiores portos marítimos da Venezuela e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o qual atende à capital, Caracas, e é o mais importante do país.

Portanto, este estado é a “porta marítima e aérea” da Venezuela.


“Com uma alta densidade de população concentrada em sua zona metropolitana, este estado é um motor econômico que impulsiona a Venezuela”, descreve o governo do país sul-americano.

La Guaira faz fronteira com o mar do Caribe, com o distrito capital, e com os estados de Aragua e Miranda.

“Seu desenvolvimento econômico está acima da média nacional. A localização estratégica do estado, como porta marítima e aérea da Venezuela, confere-lhe relevância geopolítica e econômica”, acrescenta o Governo da Venezuela sobre La Guaira.

É um dos estados mais povoados do país e calcula-se que tenha uma população de cerca de 300 mil habitantes, segundo a UCLA (Universidade Centroccidental Lisandro Alvarado), instituição educativa pública da Venezuela.

Os moradores da cidade de La Guaira, capital do estado homônimo, disseram que passaram a noite em claro pelos terremotos de quarta-feira e apontaram que várias pessoas continuavam presas nos escombros após os graves danos que dezenas de edifícios de apartamentos sofreram.

“Sentimos o tremor, por assim dizer, o início do terremoto. Foi muito forte… nos reunimos aqui e vimos todos os danos”, declarou José Terraza, de 68 anos, morador de La Guaira, aos jornalistas da CNN Internacional que se encontravam no local.

Os edifícios em frente à casa de Terraza desabaram, mas seu edifício de apartamentos continua de pé.

“A situação em La Guaira é uma verdadeira tragédia”, já que dezenas de edifícios desabaram, disse a presidenta Rodríguez.

La Guaira antes era conhecido como o estado Vargas. Em junho de 2019, oficializou-se a mudança de nome do estado.

Ainda com o nome de Vargas, o estado passou por um de seus momentos mais trágicos em dezembro de 1999, quando um deslizamento de terra provocado por chuvas torrenciais causou a morte e o desaparecimento de milhares de pessoas. Além disso, casas e veículos ficaram sepultados sob a lama.

Pesquisadores da UCV (Universidade Central da Venezuela) apontaram em um artigo que a tragédia de 1999 teve como saldo cerca de 15 mil pessoas desaparecidas ou mortas, cerca de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões, na cotação atual) em prejuízos, a destruição de mais de 15 mil residências e aproximadamente 75 mil desabrigados.

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