Logo R7.com
RecordPlus
‌

Como estados incluíram, por engano, 30 mil não cidadãos nas listas eleitorais dos EUA

Falhas podem ser resultado de erros administrativos e de software que não foram documentados

Reuters

Internacional|Da Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de 30.000 não cidadãos foram incluídos erroneamente nas listas eleitorais de estados dos EUA desde 2000.
  • Falhas de software e erros administrativos durante o processamento de documentos de identidade contribuíram para o problema.
  • Os erros foram identificados em 12 estados, incluindo Califórnia, Texas e Nova Jersey.
  • Especialistas afirmam que os números são pequenos e improváveis de impactar as eleições significativamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estados relataram falhas tecnológicas que adicionaram não cidadãos às listas eleitorais Cheney Orr/Reuters - 05.11.2024

Uma dúzia de estados norte-americanos pode ter incluído mais de 30 mil pessoas que se autodeclararam não cidadãos nos cadernos eleitorais do país desde 2000, segundo registros oficiais dos Estados Unidos analisados pela Reuters.

A inclusão ocorreu, segundo os documentos, devido a falhas de software e erros administrativos cometidos durante o processamento de seus pedidos de carteira de motorista e documento de identidade estadual.

‌

Os casos revelam falhas nos sistemas de registro eleitoral em alguns dos estados, governados tanto por democratas quanto por republicanos, mas em números que, segundo especialistas, são muito pequenos para que tenham impacto nas eleições em relação aos mais de 170 milhões de eleitores registrados.

Veja Também

A Reuters não conseguiu determinar quantos desses não cidadãos realmente votaram.

‌

As descobertas sugerem que falhas burocráticas não documentadas, e não esforços organizados para registrar imigrantes ilegalmente, são a principal fonte de registros de não cidadãos, e levantam dúvidas sobre se as iniciativas legislativas para exigir comprovação de cidadania no registro eleitoral eliminariam o problema.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e seus apoiadores têm afirmado, sem provas, que o voto de não cidadãos é generalizado e faz parte de uma conspiração organizada liderada pelos democratas, que esperam reconquistar o Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro, e estão pressionando os parlamentares a endurecer os requisitos para o voto.

‌

Nova Jersey anunciou o caso mais recente e de grande repercussão de registros eleitorais incorretos durante o verão local, informando que uma falha tecnológica adicionou cerca de 6.600 não cidadãos às listas eleitorais entre junho de 2023 e junho de 2024, embora eles tenham respondido “não” quando questionados se eram cidadãos ao solicitarem carteiras de habilitação e documentos de identidade.

Erros burocráticos também foram relatados em pelo menos 11 outros estados — incluindo redutos republicanos como Iowa, Texas e Dakota do Sul —, elevando o número nacional para mais de 30 mil desde 2000, de acordo com reportagem da Reuters.

‌

Até então, não havia sido divulgado um levantamento nacional desses erros.

A Reuters utilizou dados do Center for Election Innovation & Research, uma organização sem fins lucrativos que acompanha denúncias de registro e votação de eleitores não cidadãos, para identificar os estados onde pessoas que se autodeclararam não cidadãs foram registradas.

A Reuters então verificou os números com autoridades estaduais, registros judiciais e reportagens da mídia local.

Os dados mostraram que ocorreram erros na Califórnia, em Illinois, em Iowa, em Nevada, em Ohio, no Oregon, na Pensilvânia, na Dakota do Sul, no Texas, em Utah e na Virgínia.

Os números são imprecisos porque os dados estaduais costumam ser provisórios e estão sujeitos a revisão.

Esses erros são provavelmente a principal razão pela qual não cidadãos acabam entrando nas listas eleitorais do país, segundo Don Palmer, pesquisador jurídico sênior para integridade eleitoral na conservadora Heritage Foundation e ex-presidente da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA, nomeado por Trump.

“Acho que essa é a questão principal”, disse Palmer.

“Os órgãos responsáveis pela emissão de carteiras de motorista frequentemente cometem erros e, muitas vezes, não levam isso tão a sério quanto as autoridades eleitorais.”

Ele afirmou que os estados também precisam se empenhar mais para verificar a elegibilidade dos eleitores.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.