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Como os caças Gripen adquiridos pela Ucrânia podem mudar jogo na guerra com a Rússia

Modelo é apontado como uma das aeronaves mais adequadas para o tipo de conflito travado contra os russos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia receberá caças Gripen da Saab para modernizar sua força aérea, considerados ideais para o conflito com a Rússia devido à sua mobilidade e capacidade de operar em condições adversas.
  • O acordo inclui 16 caças Gripen E, avaliados em US$ 2,54 bilhões, com entregas a partir de 2029, e 16 unidades do Gripen C/D previstas para o início do próximo ano.
  • O Gripen foi projetado para missões ágeis e dispersas, alinhando-se à estratégia ucraniana de movimentação constante para evitar ataques russos.
  • A introdução dos Gripen traz desafios logísticos e de manutenção, mas diversificar a frota pode reduzir a dependência de um único fornecedor e fortalecer a defesa aérea da Ucrânia a longo prazo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caças Gripen são fabricados pela empresa sueca Saab Reprodução/Saab

A Ucrânia deve receber caças Gripen, fabricados pela empresa sueca Saab, em uma nova etapa de modernização de sua força aérea. Segundo o Business Insider, o modelo é apontado por especialistas como uma das aeronaves mais adequadas para o tipo de guerra aérea travada contra a Rússia, por combinar mobilidade, facilidade de manutenção e capacidade de operar em condições adversas.

A publicação destaca que o Gripen foi desenvolvido durante a Guerra Fria com uma preocupação central: sobreviver em um cenário de confronto com a Rússia. Diferentemente de alguns caças tradicionais, a aeronave foi projetada para operar com rapidez, utilizar pistas de pouso menores e manter a capacidade de combate mesmo quando bases aéreas estão sob ameaça.


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Atualmente, a força aérea ucraniana reúne diferentes tipos de aeronaves, incluindo caças F-16 fornecidos por países ocidentais, Mirage franceses e modelos herdados da era soviética. A chegada do Gripen amplia o arsenal de Kiev, mas também aumenta a complexidade da operação.

De acordo com o Business Insider, a Saab anunciou um acordo para fornecer 16 caças Gripen E à Ucrânia, em um contrato avaliado em aproximadamente US$ 2,54 bilhões. As entregas devem começar em 2029. Antes disso, a Suécia pretende enviar 16 unidades do Gripen C/D, uma versão anterior da aeronave, no início do próximo ano.


O ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, afirmou que o acordo representa o primeiro passo de uma ambição maior da Ucrânia de adquirir até 150 caças Gripen E/F.

Para Tim Robinson, especialista em aviação militar da Royal Aeronautical Society ouvido pelo Business Insider, o principal diferencial do Gripen é sua capacidade de operar de forma dispersa. Segundo ele, o caça foi desenvolvido para missões “austeras, ágeis e dispersas”, uma característica que combina com a estratégia ucraniana de movimentar suas aeronaves constantemente para evitar ataques russos.


O Gripen E, versão mais moderna do caça, é classificado como uma aeronave de quarta geração avançada e possui sistemas aprimorados de sensores, guerra eletrônica e combate. A variante começou recentemente a ser incorporada pela Força Aérea Sueca.

Michael Bohnert, especialista em guerra da RAND Corporation, afirmou anteriormente ao Business Insider que o Gripen seria mais adequado às necessidades da Ucrânia do que o F-16, justamente porque foi desenvolvido para operar em um ambiente de ameaça semelhante ao enfrentado atualmente por Kiev.


A introdução do novo caça, porém, traz desafios. A Ucrânia terá de lidar com diferentes cadeias de manutenção, treinamento de pilotos e mecânicos, além da necessidade de peças e equipamentos específicos para cada modelo.

Mark Cancian, consultor sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, afirmou ao Business Insider que operar vários tipos de aeronaves pode gerar dificuldades logísticas, já que cada caça exige estruturas próprias de suporte e manutenção.

A Suécia chegou a suspender anteriormente os planos de envio dos Gripen devido à preocupação de que a Ucrânia tivesse dificuldades para implementar simultaneamente dois novos sistemas de combate, o F-16 e o Gripen. Na época, autoridades suecas destacaram que a operação de novos caças envolve não apenas treinamento de pilotos, mas também toda uma estrutura de apoio.

Agora, com os F-16 já em operação desde 2024, os Mirage franceses incorporados à frota e pilotos ucranianos treinando no Gripen desde 2023, Kiev está mais preparada para receber a nova aeronave.

Para especialistas, apesar dos desafios, a diversificação da frota pode trazer uma vantagem estratégica. Ao contar com diferentes fornecedores, a Ucrânia reduz a dependência de um único parceiro internacional e amplia sua capacidade de manter a defesa aérea no longo prazo.

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