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Ucrânia investe em militares estrangeiros, mas permanência preocupa

Principal desafio de Kiev não é apenas atrair novos recrutas, mas convencê-los a permanecer no país após o período inicial de serviço

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia está oferecendo incentivos financeiros para recrutar combatentes estrangeiros, com salários e bônus elevados para funções perigosas.
  • A meta é que estrangeiros ocupem entre 30% e 50% das vagas mais difíceis e arriscadas, visando reduzir o déficit de efetivo das Forças Armadas.
  • Apesar dos incentivos, a alta rotatividade de combatentes estrangeiros é um desafio, pois muitos deixam o país após o contrato mínimo.
  • O perfil dos voluntários mudou, com o fator financeiro ganhando importância sobre motivações ideológicas ou políticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pessoa com uniforme camuflado segurando um lançador de foguetes em área com vegetação
Estratégia inclui salários altos e contratos com duração de até 14 meses para os recrutas Reprodução/Record News

A Ucrânia ampliou os incentivos para recrutar combatentes estrangeiros e reforçar as tropas na linha de frente da guerra contra a Rússia. A estratégia inclui salários mais altos, bônus por atuação em combate e contratos com duração de até 14 meses para funções consideradas entre as mais perigosas do conflito, como infantaria e tropas de assalto. O objetivo do governo é aumentar o número de militares estrangeiros e reduzir o déficit de efetivo enfrentado pelas Forças Armadas.

De acordo com o Business Insider, o novo plano prevê remuneração média de 300 mil hryvnias (cerca de R$ 35 mil) por mês, podendo chegar a 460 mil hryvnias (mais de R$ 53 mil), conforme o tempo de atuação na linha de frente. Segundo o ministro da Transformação Digital da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, a meta é que estrangeiros ocupem entre 30% e 50% dessas vagas, classificadas por ele como as mais difíceis e arriscadas da guerra.


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Apesar dos incentivos financeiros, combatentes estrangeiros ouvidos pelo Business Insider afirmam que o principal desafio de Kiev não é apenas atrair novos recrutas, mas convencê-los a permanecer no país após o período inicial de serviço.

Ryan O’Leary, comandante da unidade internacional Chosen, disse ao site que o aumento da remuneração pode ampliar o número de interessados, mas não resolve o problema da alta rotatividade. Segundo ele, muitos estrangeiros encerram o contrato mínimo de seis meses e retornam aos seus países ou migram para outras unidades, reduzindo o retorno do investimento feito pela Ucrânia em treinamento e equipamentos.


A necessidade de ampliar o recrutamento ocorre em um momento em que as forças ucranianas enfrentam dificuldades para recompor as perdas acumuladas ao longo de mais de quatro anos de guerra. Unidades de infantaria e de assalto estão entre as mais afetadas, principalmente devido à intensidade dos combates e ao uso constante de drones no campo de batalha.

Ainda segundo a reportagem do Business Insider, o perfil dos voluntários estrangeiros mudou desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Se antes muitos viajavam à Ucrânia motivados por razões ideológicas ou políticas, agora o fator financeiro passou a ter peso crescente na decisão.


Um combatente identificado apenas pelo codinome Kante afirmou que a Ucrânia passou a competir internacionalmente por profissionais experientes em combate e que a remuneração precisa ser suficiente para disputar espaço com outros conflitos onde ex-militares também podem ser contratados.

Militares ucranianos ouvidos pela publicação consideram a iniciativa positiva para reduzir a escassez de soldados, mas avaliam que salários maiores, por si só, não garantem a permanência dos estrangeiros no front. Na visão deles, questões como benefícios, burocracia e condições de serviço também serão determinantes para que os recrutas permaneçam por mais tempo no país.

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