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Como robô militar salvou idosa de ataque de forças russas na Ucrânia

Equipamento não tripulado carregou aposentada de 77 anos em uma arriscada operação de resgate

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Robô militar resgatou idosa de 77 anos em área bombardeada na Ucrânia.
  • Operação foi realizada por soldados da 60ª Brigada Mecanizada Separada, utilizando drone para localizar a mulher.
  • Idosa foi transportada com um robô coberto por um cobertor e recebeu a mensagem "Vovó, suba!" para embarcar.
  • Durante a missão, outros moradores foram evacuados, evidenciando o uso crescente de tecnologias não tripuladas nas operações militares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Idosa ucraniana é resgatada de zona de guerra por robô terrestre Reprodução/Facebook/ab3.army

Uma operação de resgate realizada por militares ucranianos utilizou um robô terrestre não tripulado para retirar uma idosa de uma área sob intenso bombardeio na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.

A ação ocorreu nas proximidades da cidade de Lyman, considerada estratégica no conflito com forças russas.


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A mulher, identificada apenas como uma aposentada de 77 anos, foi localizada por soldados da 60ª Brigada Mecanizada Separada por meio de imagens captadas por um drone. Nas gravações, ela aparece caminhando com dificuldade por uma estrada marcada por crateras e cercada por corpos de outros moradores, apoiando-se em duas bengalas.

Ao perceberem que a idosa apresentava sinais de exaustão e possível falta de ar, os militares decidiram iniciar uma operação de evacuação utilizando um veículo terrestre não tripulado, conhecido como UGV. O equipamento foi enviado até o local para evitar expor soldados ao risco direto.


Para não assustar a mulher, o robô foi coberto com um cobertor e recebeu um bilhete com a mensagem “Vovó, suba!”. A estratégia permitiu que ela se aproximasse e embarcasse no equipamento, que a transportou por várias horas até um ponto seguro.

Imagens divulgadas pelas forças ucranianas mostram o momento em que os soldados acompanham a operação em tempo real, orientando a idosa a subir no veículo e monitorando o trajeto. Durante o deslocamento, há preocupação com o funcionamento do equipamento, especialmente com as esteiras do robô em contato com o asfalto danificado.


A missão de resgate durou cerca de quatro horas. Ao chegar ao ponto de evacuação, a mulher foi recebida por integrantes do 1º Batalhão Mecanizado, que a ajudaram a descer do robô e a entrar em um veículo blindado, ainda sob vigilância aérea de drones.

Segundo informações divulgadas pelo 3º Corpo de Exército ucraniano, a idosa viveu por mais de cinco décadas em sua casa, destruída durante os combates na região. A corporação reforçou o apelo para que civis deixem áreas de risco com antecedência, a fim de preservar vidas.


A cidade de Lyman, situada às margens do rio Siversky Donets, tem sido palco de disputas desde o início do conflito, em 2022. Considerada um importante entroncamento ferroviário, a localidade já foi ocupada por forças russas e posteriormente retomada por tropas ucranianas, permanecendo atualmente em uma zona de controle instável.

Além da mulher resgatada, outros moradores também foram retirados da área durante a operação. Em outro episódio recente, militares ucranianos utilizaram drones aéreos para evacuar animais de estimação da linha de frente, evidenciando o uso crescente de tecnologias não tripuladas em diferentes tipos de missão.

Os veículos terrestres não tripulados têm ganhado relevância no campo de batalha ucraniano. Eles são empregados em atividades como transporte de suprimentos, reconhecimento, desminagem, ataques e evacuação de feridos.

Dados do Ministério da Defesa da Ucrânia indicam que, em março, cerca de 9.000 missões foram realizadas com o uso de robôs, número significativamente superior às menos de 3.000 registradas em novembro de 2025.

A ampliação do uso dessas tecnologias também se reflete na produção industrial. Um estudo do Instituto da Escola de Economia de Kiev aponta que a fabricação de UGVs no país cresceu 488% em 2025, sinalizando uma mudança no perfil das operações militares.

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