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Como tecnologia da empresa de Musk está sendo usada contra apagão de internet no Irã

Acesso ao serviço piorou ainda mais no país após início da guerra contra os EUA e Israel

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Equipamentos de internet via satélite da Starlink estão sendo contrabandeados para o Irã.
  • O país enfrenta um bloqueio de internet duradouro desde fevereiro por conta da guerra.
  • Estimativas indicam que existem pelo menos 50 mil terminais Starlink no Irã, número que pode ser maior.
  • O governo iraniano impôs leis severas contra o uso e comércio desses equipamentos, resultando em detenções.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Terminais da Starlink podem ser conectados a roteadores e oferecem acesso à internet Reprodução/X/MarioNawfal

Uma rede de contrabando está levando equipamentos de internet via satélite para o Irã. A tecnologia é proibida no país. As informações são da BBC.

O país persa enfrenta um apagão digital há mais de dois meses, iniciado após a guerra com os Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o governo mantém um dos bloqueios nacionais de internet mais duradouros já registrados no mundo.


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Aparelhos da Starlink, empresa de Elon Musk, são contrabandeados por redes ilegais para o Irã como alternativas para driblar o apagão de internet no país. Isso porque os terminais podem ser conectados a roteadores e oferecem acesso à internet por meio da rede de satélites da SpaceX. Com isso, aponta a BBC, os usuários conseguem acessar a internet iraniana, controlada pelo governo.

Segundo fontes ouvidas pela emissora britânica, vários usuários podem se conectar simultaneamente a cada terminal. A mesma fonte afirma que ela e outras pessoas da rede compram os aparelhos e os “contrabandeiam pelas fronteiras” em uma “operação muito complexa”, embora tenha se recusado a fornecer mais detalhes sobre o funcionamento do esquema.


Em janeiro, a organização de defesa dos direitos humanos Witness estimou que há pelo menos 50 mil terminais Starlink no Irã. O número, no entanto, pode ser ainda maior, refletindo a expansão do serviço desde 2022, quando Musk anunciou a ativação da Starlink no país durante cortes de internet, em meio aos protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini sob custódia policial. Desde então, o uso da tecnologia tem crescido, especialmente em períodos de maior restrição digital.

Diante de uma eventual expansão, o governo iraniano já aprovou leis que estabelecem punições severas para quem utiliza, compra ou vende esses equipamentos. As penas podem chegar a até dois anos de prisão, enquanto a importação ou distribuição de mais de dez dispositivos pode resultar em até dez anos de detenção. A imprensa estatal tem relatado casos recentes de prisões relacionadas ao comércio desses terminais, incluindo a detenção de quatro pessoas em abril, acusadas de “importar equipamentos de internet via satélite”.


O Irã, lembra a BBC, mantém forte histórico de controle da informação, tanto ao promover narrativas oficiais antiamericanas e anti-israelenses quanto ao restringir a cobertura de ações repressivas internas. Com o agravamento do apagão digital, apenas grupos restritos, como algumas autoridades e jornalistas, conseguem acessar a internet sem restrições.

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