Congresso dos EUA alcança acordo preliminar para evitar outra paralisação
Internacional|Do R7
Washington, 10 dez (EFE).- Os encarregados das negociações orçamentárias no Congresso dos Estados Unidos chegaram nesta terça-feira a um acordo preliminar para financiar a Administração Federal além do dia 15 de janeiro e evitar assim uma nova paralisação por falta de fundos como a do último mês de outubro. O legislador republicano Paul Ryan e a senadora democrata Patty Murray, que lideraram as negociações, anunciaram em entrevista coletiva os detalhes do acordo, que também derroga parcialmente para os anos fiscais 2014 e 2015 os abruptos cortes do gasto público que entraram em vigor em março. O acordo, o primeiro bipartidário após três anos de sucessivas crises orçamentárias, "é um passo na direção certa" e reduzirá o déficit público em cerca de US$ 23 bilhões "sem aumento de impostos", destacou Ryan, que foi candidato republicano à Vice-Presidência do país no ano passado. Patty Murray, por outro lado, lembrou que os Estados Unidos pularam de uma crise orçamentária para outra nos últimos anos pela falta de consenso no Congresso e "essa incerteza foi devastadora" para a recuperação da economia. Com o acordo, cuja votação nas duas câmaras do Congresso é esperada para antes do fim da semana, serão restaurados cerca de US$ 63 bilhões, até 2015, dos cortes automáticos nos gastos públicos, conhecidos como "sequestro", que entraram em vigor no último mês de março para reduzir o déficit. Esses cortes, avaliados em mais de US$ 85 bilhões para 2013 e em US$ 1,2 trilhões durante a próxima década, afetaram muitos programas sociais do governo e em particular o orçamento do Pentágono. O alívio desses cortes será compensado com outras reduções seletivas de despesas e com um crescimento das receitas que será alcançado, entre outras medidas, com um aumento das contribuições dos empregados federais para seus planos de aposentadoria. Além disso, o acordo bipartidário estabelece um nível de despesa de aproximadamente US$ 1 trilhão para o ano fiscal 2014 e garante que a Administração Federal terá fundos para continuar operando a partir de 15 de janeiro. O acordo no Congresso que acabou com a paralisação parcial da Administração Federal por falta de fundos durante 16 dias no mês de outubro estabeleceu a criação de um comitê bicameral e bipartidário que deveria apresentar um plano orçamentário antes da próxima sexta-feira, dia 13 de dezembro. Agora é necessário que a Câmara dos Representantes, de maioria republicana, e o Senado, controlado pelos democratas, aprovem o plano apresentado hoje por Ryan e Patty Murray. EFE mb/rpr












