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Conselho de Segurança da ONU deve discutir ataque químico na Síria

EUA, Reino Unido, França e outros países pedem reunião no Conselho de Segurança para discutir ataque com armas químicas em Douma

Internacional|Do R7

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve se reunir na tarde da segunda-feira, a pedido dos Estados Unidos e de diversos outros membros, para discutir o recente ataque com armas químicas na Síria, disseram diplomatas neste domingo (8).

"Reino Unido, França, EUA, Polônia, Holanda, Suécia, Kuwait, Peru e a Costa do Marfim pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir relatos de ataque de armas químicas na Síria. A reunião é esperada para a segunda-feira", disse pelo Twitter a missão britânica para as Nações Unidas.

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Enquanto isso, a Rússia também pediu uma reunião na segunda-feira sobre "ameaças internacionais à paz e segurança", disseram diplomatas no domingo. O assunto preciso do que os russos queriam discutir não foi especificado.

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O pedido, no entanto, veio após o presidente Donald Trump declarar por meio do Twitter no domingo que haveria um "grande preço para pagar" pelo ataque químico contra a cidade controlada por rebeldes na Síria, onde grupos de ajuda médica relataram que dezenas de pessoas foram mortas por gás venenoso.

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Uma declaração conjunta da organização de assistência médica Syrian American Medical Society (SAMS) e o serviço de defesa civil, que opera em áreas controladas por rebeldes, disse que 49 pessoas morreram no ataque no final do sábado na cidade de Douma. EUA e outras autoridades disseram que estavam trabalhando no domingo para verificar detalhes do ataque.

A organização de socorristas Capacetes Brancos divulgou um vídeo em que pessoas aparecem sendo atendidas em hospitais sírios, com sintomas parecidos com os do uso de armas químicas.

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Irã nega

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que os relatos sobre o ataque com gás são uma "desculpa" para os Estados Unidos e países ocidentais promoverem uma ação militar contra Damasco, informou a agência de notícias oficial iraniana IRNA.

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"Tais reivindicações e alegações dos norte-americanos e de alguns países do Ocidente apontam para uma nova trama contra o governo sírio e povo, e são uma desculpa para tomar medidas militares contra eles", disse o porta-voz do ministério Bahram Qasemi, segundo a IRNA.

A agência também citou declaração de Qasemi segundo a qual os relatos de ataque a gás "não correspondem a fatos".

Turquia condena

A Turquia condenou o uso de armas químicas em Douma, disse o Ministério das Relações Exteriores turco em comunicado neste domingo (8).

"Nós condenamos fortemente o ataque, sobre o qual recai forte suspeita de ter sido promovido pelo regime, cujo histórico de uso de armas químicas é conhecido pela comunidade internacional", disse o ministério.

Ataque químico na cidade controlada por rebeldes no leste de Ghouta matou dezenas de pessoas, disseram fontes médicas, e Washington diz que os relatos — se confirmados — demandariam uma resposta internacional imediata.

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