Conta de luz alta demais leva à descoberta de criação ilegal de mais de 300 pítons na China
Investigação começou após espécie ser encontrada na região e levou policiais a descobrirem um criadouro clandestino
Internacional|Do R7
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Um homem foi condenado à prisão por criar mais de 300 pítons dentro de casa no leste da China. Segundo a emissora estatal CCTV, o caso, divulgado no fim de junho, foi classificado pelas autoridades como uma grave violação das leis de proteção à fauna, já que as cobras estão entre as espécies protegidas no país.
A investigação começou em março de 2024, quando um idoso da cidade de Taizhou, na província de Zhejiang, encontrou uma grande cobra na base de uma montanha da região. Ao perceber que o animal não era comum naquela área, ele acionou as autoridades. Os policiais suspeitaram que o réptil havia escapado de um criador, já que serpentes desse tipo costumam permanecer inativas na natureza durante o mês de março.
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De acordo com o jornal South China Morning Post, a principal pista surgiu após a consulta a um criador profissional de serpentes. O especialista explicou que as pítons precisam de ambientes constantemente quentes e úmidos, o que exige elevado consumo de energia elétrica. Com isso, as autoridades passaram a analisar contas de luz da região e identificaram um morador de sobrenome Guo como principal suspeito.
Durante a investigação, a polícia também descobriu que um homem chamado Di visitava frequentemente o apartamento de Guo e retirava encomendas contendo camundongos brancos, geralmente utilizados para alimentar répteis. Além disso, Guo compartilhava fotos de cobras nas redes sociais e fazia referências indiretas à venda dos animais. Registros apontaram ainda que Di havia comercializado duas pítons por cerca de 1.000 yuans (R$ 767).
Com as evidências reunidas, os agentes entraram no apartamento e encontraram dezenas de caixas plásticas empilhadas, cada uma abrigando uma cobra. Guo transformou dois quartos e a sala em espaços dedicados exclusivamente aos répteis.
No total, 309 pítons foram apreendidas e encaminhadas para um zoológico local. Em depoimento, ele afirmou criar serpentes desde 2014 e declarou que se sentia como um “criador de criaturas” por conseguir reproduzir cobras de diferentes cores.
As investigações revelaram ainda que Guo e Di já haviam vendido cerca de 80 pítons. Outro homem, identificado como Deng, que forneceu as primeiras cobras a Guo anos antes, ainda segundo o jornal chinês, também foi preso, e outras 47 pítons foram encontradas em sua residência.
Ao todo, o caso envolveu 436 serpentes avaliadas em mais de 30 milhões de yuans (cerca de R$ 23 milhões). Os três envolvidos foram condenados à prisão, embora as penas não tenham sido divulgadas.
Pela legislação chinesa, crimes envolvendo animais protegidos podem resultar em até cinco anos de detenção. As cobras pítons são classificadas como animais protegidos de classe dois: a legislação chinesa proíbe a compra, venda, criação e transporte da espécie sem autorização oficial.
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