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Coordenador da ONU adverte para situação humanitária em Gaza

Internacional|Do R7

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Gaza, 21 nov (EFE).- O coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU), James W. Rawley, advertiu nesta quinta-feira que a situação humanitária na Faixa de Gaza está piorando apesar do cessar-fogo na região no último ano. A situação de 1,7 milhão de habitantes do local "é pior do que era antes das hostilidades" em novembro de 2012, disse Rawley, em entrevista coletiva em Gaza, ao se referir à ofensiva israelense Pilar Defensivo (uma operação de ataque à Faixa de Gaza, realizada pelas Forças de Defesa de Israel entre 14 e 21 de novembro do ano passado. Seu início foi marcado pelo assassinato de Ahmed Jabari, chefe do braço militar do Hamas em Gaza). De acordo com o coordenador, apesar do cessar-fogo mediado pelo Egito ter oferecido uma pequena janela de esperança para permitir as ajudas humanitárias, em campo os dados são piores do que antes. Na opinião de Rawley, isso coincide com os intermitentes cortes de eletricidade desde 1º de novembro, já que o exército egípcio demoliu 90% dos túneis de contrabando pelos quais o Hamas importava diesel a preços mais baixos que os de Israel. Por ele era possível acessar a única central elétrica da localidade, que agora está em plena dependência da provisão de Israel e Egito, o que se traduziu em cortes diários de 12 e às vezes até 18 horas. Como resultado disso, o acesso à água potável diminuiu e os sistemas de águas e esgoto transbordaram. Na semana passada, por exemplo, três mil famílias foram afetadas por esgotos que corriam pelas ruas. A mudança da política do Egito para Gaza aconteceu após a queda em julho do presidente islamita Mohamed Mursi, e também inclui o fechamento quase contínuo da passagem fronteiriça de Rafah, único acesso de Gaza ao mundo exterior. Rawley advertiu que a abertura intermitente de Rafah e as restrições na Passagem de Erez, fronteira com Israel, "reduziram ainda mais o acesso ao atendimento médico e a entrega de remédios". Outra questão da nova política egípcia é a escassez de materiais de construção, que antes entravam pelos túneis. Há três meses, Israel permitiu brevemente seu ingresso, mas voltou atrás pouco depois de descobrir um túnel de uso militar no qual as milícias tinham gasto cerca de 500 toneladas de concreto, em lugar de utilizá-lo para fins civis. Por causa disso, as organizações internacionais interromperam 19 dos 20 projetos de construção que tinham em andamento, o que provocou impacto também no desenvolvimento econômico da faixa e desemprego. "Agora é preciso uma ação urgente de todas as autoridades competentes para abordar a situação humanitária cada vez mais crítica em Gaza", assinalou James W. Rawley. EFE sar-elb/cdr/cd

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