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Coreia do Norte desenvolve novo míssil hipersônico e promete ‘dor de cabeça incurável’ aos inimigos

Anúncio ocorreu dois dias depois de o Exército da Coreia do Sul detectar dois lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coreia do Norte anunciou um teste bem-sucedido de um novo sistema de armas sob supervisão de Kim Jong-un, considerado um avanço na tecnologia de defesa do país.
  • O teste ocorreu após o Exército da Coreia do Sul detectar lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance, com trajetórias de 450 e mais de 600 quilômetros.
  • Imagens do teste mostraram Kim Jong-un e sua filha, com indicações de que o armamento poderia ser uma versão aprimorada de um míssil balístico hipersônico.
  • Especialistas sugerem que os dados do teste podem ter sido manipulados para reforçar a versão de sucesso, enquanto a identificação do armamento como hipersônico ainda precisa de análises externas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Regime norte-coreano classificou capacidade militar como 'ultramoderna' Reprodução/KCNA

A Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira (22) que realizou com sucesso um teste de um novo sistema de armas sob supervisão do ditador Kim Jong-un. Segundo a imprensa estatal, o equipamento representou um avanço na tecnologia de defesa do país e demonstrou o que o regime classificou como capacidade militar “ultramoderna”.

O anúncio ocorreu dois dias depois de o Exército da Coreia do Sul detectar dois lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance a partir da região de Wonsan, na costa leste norte-coreana. O primeiro projétil percorreu cerca de 450 quilômetros, enquanto o segundo voou por mais de 600 quilômetros antes de cair no mar.

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A Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) não informou inicialmente qual era exatamente o armamento testado. A publicação afirmou apenas que o Departamento Geral de Mísseis havia realizado o lançamento em 20 de setembro e que o teste tinha importância para o desenvolvimento tecnológico dos sistemas de armas do país.

Kim acompanhou pessoalmente a atividade e, de acordo com a KCNA, considerou o resultado uma demonstração do avanço na modernização das Forças Armadas. O líder norte-coreano afirmou ainda que o desenvolvimento teria impacto sobre os adversários do país e que “tal realidade causaria ao inimigo uma dor de cabeça incurável e um golpe muito cruel e inevitável.”

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Imagens divulgadas pela agência estatal mostraram Kim ao lado da filha, Ju-ae, durante a observação do teste. Em uma das telas analisadas nas fotografias pela Yonhap News aparecia a inscrição “trajetória de voo do Hwasongpho-11Ma-1”, o que levou especialistas consultados pela agência a apontarem que o armamento poderia ser uma versão aprimorada de um míssil balístico hipersônico.

Distância divulgada gera dúvidas

Outro detalhe chamou a atenção nas imagens divulgadas pela Coreia do Norte. A tela, destaca a Yonhap News, indicava uma distância de voo de 908,2 quilômetros, número consideravelmente superior aos dados apresentados inicialmente pelo Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, que calculou trajetórias de aproximadamente 450 e mais de 600 quilômetros para os dois lançamentos realizados no domingo.

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Especialistas, aponta a Yonhap News, levantaram a possibilidade de que os dados exibidos por Pyongyang tenham sido alterados ou apresentados de maneira diferente para reforçar a versão oficial de que o teste foi bem-sucedido. A identificação do armamento como um sistema hipersônico ainda depende de análises externas.

O míssil associado ao teste é apontado como uma possível versão modificada do Hwasong-11Ma-1. Especialistas ouvidos pela imprensa sul-coreana avaliaram que o sistema poderia utilizar um veículo planador hipersônico, tecnologia desenvolvida para permitir maior capacidade de manobra durante o voo e dificultar sua interceptação.

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Os lançamentos de 20 de setembro ocorreram em um momento de aumento das tensões militares na região. Dias antes, Pyongyang havia criticado exercícios militares liderados pelos Estados Unidos com participação de Coreia do Sul e Japão e prometido uma resposta às atividades.

O episódio ocorreu ainda às vésperas de uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, prevista para esta semana em Washington. A atividade militar norte-coreana foi acompanhada de perto por Seul, Washington e Tóquio, que mantiveram o monitoramento dos lançamentos.

Ao divulgar o teste, a Coreia do Norte apresentou o desenvolvimento como parte do processo de modernização de suas Forças Armadas. Kim afirmou, segundo a KCNA, que o avanço representava uma capacidade que seus adversários perceberiam sem necessidade de explicações adicionais.

A Coreia do Sul, por sua vez, confirmou os lançamentos de domingo e identificou os projéteis como mísseis balísticos de curto alcance. O primeiro teria sido lançado por volta das 15h, e o segundo, cerca de três horas depois, ambos a partir da região de Wonsan.

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