Coreia do Norte diz que aliança entre EUA e Coreia do Sul justifica expansão nuclear
Autoridade norte-coreana classificou o status nuclear do país como ‘irreversível’ e prometeu o aumento do arsenal
Internacional|Da Reuters
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O vice-ministro da Defesa da Coreia do Norte afirmou, nesta quinta-feira (17), que o crescente reforço militar liderado pelos Estados Unidos e o que ele chamou de aliança nuclear em expansão entre Washington, Seul e Tóquio justificam os esforços de Pyongyang para fortalecer e expandir suas forças nucleares.
Ao discursar no Fórum de Xiangshan, em Pequim — a principal conferência de segurança internacional da China —, o vice-ministro da Defesa, Kim Kang Il, disse que o status da Coreia do Norte como potência nuclear é irreversível e prometeu continuar expandindo seu arsenal nuclear.
“O incessante aumento do armamento nuclear dos Estados inimigos justifica plenamente a construção de um escudo nuclear sólido para a RPDC”, disse Kim, usando a sigla para o nome oficial da Coreia do Norte, República Popular Democrática da Coreia.
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“À medida que a ameaça nuclear dos Estados inimigos atinge um nível extremo, a RPDC defenderá firmemente a paz e a estabilidade na Península Coreana e na região, expandindo e fortalecendo incessantemente sua força de dissuasão nuclear de autodefesa.”
Kim atribuiu as tensões na Península Coreana ao que chamou de política hostil “invariável” de Washington em relação à Coreia do Norte e acusou os Estados Unidos de transformar a cooperação trilateral com a Coreia do Sul e o Japão em uma aliança nuclear.
Ele afirmou que o status constitucional da Coreia do Norte como potência nuclear é “linha sem recuo” e insistiu que outros países abandonem o que chamou de “sonho impossível” da desnuclearização.
Laços com Pequim
A participação de Kim no Fórum de Xiangshan marcou uma rara aparição de alto nível da Coreia do Norte em um encontro internacional de segurança nos últimos anos e ocorreu em um momento em que Pyongyang busca laços mais estreitos com Pequim em meio às tensões com Washington e seus aliados.
Questionado sobre a possibilidade de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong Un, Kim disse não estar em posição de discutir se tal cúpula poderia ocorrer.
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