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Menino de 9 anos gasta R$ 600 mil do cartão corporativo do pai para divulgar canal no YouTube

Caso veio à tona depois que o pai da criança foi chamado para uma reunião na empresa onde trabalha

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um menino de 9 anos gastou R$ 600 mil do cartão corporativo do pai em anúncios no YouTube para promover seu canal.
  • O pai, Dave, descobriu o gasto após ser chamado para uma reunião na empresa, onde os custos foram apresentados.
  • O canal do menino, Mighty Mike Plays, foi encerrado após a descoberta do gasto excessivo.
  • A família planeja implementar controles parentais e remover dados de pagamento para evitar futuros problemas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Canal do menino foi encerrado após episódio Reprodução/Clastr Cloud Gaming/Unsplash

Um menino de 9 anos gastou cerca de US$ 118 mil (aproximadamente R$ 607 mil) em anúncios no YouTube para aumentar a audiência de vídeos de Minecraft e Roblox. O dinheiro foi utilizado em campanhas publicitárias durante cerca de três semanas e saiu de um cartão de crédito corporativo pertencente ao pai da criança.

As informações foram repercutidas pelo The Times of India, que aponta que o canal tinha cerca de 24 mil inscritos e 182 vídeos publicados até 16 de setembro.


O caso veio à tona depois que o pai, identificado como Dave, foi chamado para uma reunião na empresa onde trabalha. Segundo ele, funcionários do setor financeiro apresentaram uma relação de gastos e perguntaram sobre as cobranças que somavam US$ 118 mil.

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O episódio foi relatado pelo próprio pai em um vídeo publicado no canal Mighty Mike Plays, mantido pelo garoto. Intitulado “Message from Dad... Mighty Mike Plays is Over” (“Mensagem do pai... Mighty Mike Plays acabou”, em tradução livre), o vídeo de 14 minutos foi ao ar em 15 de setembro e rapidamente ultrapassou 500 mil visualizações.


De US$ 20 a US$ 118 mil

Dave contou que ajudou o filho a criar o canal quando Mike tinha aproximadamente 8 anos. A ideia surgiu depois de o menino passar horas assistindo a outros criadores jogando seus títulos favoritos.

Os primeiros conteúdos tiveram poucas visualizações. De acordo com o pai, alguns chegaram a registrar apenas cinco a 11 acessos. Mesmo assim, Mike continuou interessado em produzir vídeos.


“Eu não pensei nem por um segundo que, ao salvar o cartão da minha empresa, ficaria disponível toda vez que ele abrisse algum aplicativo”, afirmou Dave no vídeo.

O problema começou quando o pai decidiu ajudar o filho a promover um dos vídeos. Depois de Mike reclamar do baixo número de visualizações, Dave criou uma campanha de aproximadamente US$ 20 (R$ 103) e mostrou ao menino como funcionava o sistema de publicidade: definir um orçamento, escolher o público e colocar a campanha no ar.


O cartão utilizado, porém, era corporativo. Dave explicou que já havia cadastrado o meio de pagamento em sua conta do Google para uma compra de Robux, moeda virtual usada no Roblox.

Segundo o relato, o menino continuou criando campanhas depois da primeira promoção. Dave afirmou que Mike não compreendeu que os US$ 20 representavam o valor destinado àquela campanha e aparentemente interpretou o funcionamento do cartão como uma autorização contínua para novos gastos.

“O cartão de crédito simplesmente diz ‘aprovado’ todas as vezes”, contou o pai.

As despesas se acumularam durante aproximadamente três semanas. Quando foi chamado para conversar com funcionários da empresa, Dave disse que encontrou executivos, integrantes do setor financeiro e um computador com uma tabela detalhando os gastos.

“Eles me perguntaram com bastante calma, o que foi ainda pior... ‘Ei, pode explicar os US$ 118 mil que foram gastos nessa conta?’”, relatou.

As campanhas estavam relacionadas a vídeos do canal, incluindo conteúdos de Minecraft e Roblox. De acordo com Dave, três vídeos promovidos chegaram a aproximadamente 200 mil visualizações.

Apesar do aumento da exposição, o pai afirmou que ainda não sabe quais serão as consequências profissionais do episódio. O caso foi encaminhado para níveis superiores da empresa, e ele disse existir a possibilidade de ter de arcar pessoalmente com parte ou todo o prejuízo.

“Há chances reais de eu precisar pagar do meu próprio bolso, e não somos uma família com todo esse dinheiro guardado. Então, estou esperando pra descobrir se ainda tenho um emprego”, afirmou.

Até o momento, não havia confirmação de que Dave tivesse sido demitido ou de que a empresa tivesse oficialmente determinado que ele deveria devolver os US$ 118 mil.

Após descobrir a dimensão dos gastos, Dave decidiu interromper o projeto do filho. O canal Mighty Mike Plays foi encerrado, segundo o pai, que também afirmou que pretende estabelecer novas regras para o uso dos aparelhos eletrônicos da família.

“Ele é nosso filho, nós o amamos, vamos lidar com isso juntos”, disse.

A família também pretende remover os dados de pagamento armazenados na conta, estabelecer limites de gastos e utilizar controles parentais para evitar que uma situação semelhante aconteça novamente.

O funcionamento das ferramentas do Google ajuda a explicar como o cartão pôde continuar sendo utilizado. De acordo com informações de suporte da empresa, métodos de pagamento adicionados a uma conta do Google ficam armazenados em um perfil de pagamentos e podem ser disponibilizados novamente em outros serviços, incluindo o Google Ads.

Embora o Google Ads não permita a utilização do serviço por menores de 18 anos, a conta utilizada no caso pertencia ao pai. Dave afirmou que pretende reforçar as restrições de acesso antes de decidir se o menino voltará a produzir conteúdo.

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