Coreia do Norte põe tropas em alerta por manobras de Seul e Washington
Internacional|Do R7
Seul, 8 out (EFE).- A Coreia do Norte colocou suas tropas em estado de alerta e "preparadas para iniciar operações" como resposta às manobras militares que Coreia do Sul, EUA e Japão têm programadas a partir desta terça-feira em águas sul-coreanas. Todas as unidades do Exército Popular norte-coreano "receberam a ordem de emergência do comando supremo" de "estarem preparadas para iniciar rapidamente operações em qualquer momento, monitorando de perto cada movimento dos agressores", comunicou o regime norte-coreano através da agência estatal "KCNA". Coreia do Sul, EUA e Japão vão começar hoje manobras navais conjuntas de três dias nas águas da Coreia do Sul com a participação do porta-aviões nuclear USS George Washington, um dos maiores da Marinha dos EUA. A Coreia do Norte qualificou a presença do porta-aviões americano nas águas do sul da península como uma ameaça de ataque nuclear, por isso advertiu aos EUA que suas ações podem causar "os desastres mais imprevisíveis", segundo a "KCNA". Além disso, acusou à Administração Obama de propagar "mentiras" quando afirma que não tem uma política hostil em relação à Coreia do Norte. Pyongyang também condenou a nova estratégia de defesa de Seul e Washington, que na semana passada confirmaram sua intenção de lançar um ataque preventivo se a Coreia do Norte resolver usar suas armas nucleares. O regime norte-coreano criticou nos últimos dias as manobras militares programadas pelos aliados na região, e que ocorrem anualmente. As novas ameaças da Coreia do Norte chegam em um momento de relativa calma, meses depois que a tensão chegou a limites inusitados quando em março e abril o regime de Kim Jong-un deu início a uma agressiva campanha de hostilidades com ameaças diárias de guerra. No entanto, depois do período de tensão, a Coreia do Norte mostrou uma aparente vontade de dialogar e, inclusive, existiram avanços entre as partes para normalizar as relações. Os EUA mantêm 28,5 mil soldados na Coreia do Sul e se compromete em defender seu aliado em caso de conflito com o Norte, um resquício da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício que não foi substituído por um tratado de paz definitivo até hoje. EFE aaf/rpr












