Corina Machado diz que voltará para Venezuela para seguir lutando nas ruas
Internacional|Do R7
Lima, 25 mar (EFE).- A deputada opositora venezuelana María Corina Machado anunciou nesta terça-feira em Lima (Peru) que amanhã retornará para seu país para "seguir lutando nas ruas" contra o regime do presidente Nicolás Maduro. "Quero anunciar que amanhã vou retornar ao meu país, porque sou deputada e como tal voltarei para seguir lutando nas ruas venezuelanas, sem descanso, até conquistarmos a democracia e a liberdade", afirmou Corina Machado em uma coletiva de imprensa no Congresso peruano. A deputada chegou hoje na sede do legislativo do país para se reunir com um grupo de parlamentares, entre eles o presidente da Comissão de Relações Exteriores do parlamento peruano, Martín Belaunde. Ao término do encontro, Corina Machado se apresentou perante os jornalistas, junto com Belaúnde e outros legisladores, e assegurou que "o Peru é um país que mostrou solidariedade" com a causa opositora venezuelana e qualificou de "muito frutífera" a reunião com seus colegas peruanos. "Esta é uma hora dura, difícil, histórica para meu país (...) Como venezuelana posso dizer que recebemos um apoio e um respaldo contundente que nos enche de vigor, de estímulo", ressaltou. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou na segunda-feira que Corina Machado perdeu sua condição como deputada por ter aceitado ser representante alternativa do Panamá na Organização dos Estados Americanos (OEA) na sexta-feira passada. A legisladora disse hoje, a esse respeito, que foi escolhida pelo povo venezuelano por mandato constitucional e só pode deixar o cargo por morte, renúncia, referendo de revogação ou cassação após uma sentença firme de um tribunal. Corina Machado acrescentou que a medida é "um mecanismo brutal, anticonstitucional, típico de um regime ditatorial" e assegurou que participou da assembleia da OEA "como parte de sua função parlamentar, representando os venezuelanos." Consultada sobre a detenção de três generais que pretendiam sublevar a Força Aérea contra o governo de Maduro, a deputa disse que não tinha conhecimento deste tema e que na Venezuela todos os dias o governo denuncia casos similares. "Seguiremos lutando até conquistar a democracia e a liberdade (...) Na Venezuela não há estado de direito, não há limites no que estão dispostos a fazer, anunciaram que querem me prender, no entanto eu conheço meus direitos, sou deputada e tenho imunidade", concluiu. A Venezuela está imersa em uma onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro que deixou um balanço de mais de 30 mortos, mais de 400 feridos e quase dois milhares detidos, a maioria deles já libertados com medidas cautelares. EFE dub/rsd










