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Cuba: como a captura de Maduro agravou crise de energia na ilha

Regime do ditador venezuelano era um dos principais aliados de Havana

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cuba enfrenta apagões após esgotamento das reservas de combustível.
  • A captura de Nicolás Maduro pelos EUA agravou a crise energética, interrompendo o apoio da Venezuela.
  • Protestos ocorreram em Havana, com cubanos pedindo pelo fornecimento de energia.
  • O presidente Lula se ofereceu para mediar diálogo entre Cuba e Estados Unidos sobre o embargo econômico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cuba passou a registrar apagões frequentes após captura de Nicolás Maduro Reprodução/YouTube/Record News

A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro deste ano, aprofundou a crise energética enfrentada por Cuba. A ilha voltou a enfrentar apagões nesta quinta-feira (14), após o governo anunciar que as reservas de combustível do país “se esgotaram” em meio ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. A situação de calamidade gerou protestos em Havana.

Dependente há décadas do petróleo enviado pela Venezuela, uma de suas principais aliadas, Cuba passou a enfrentar ainda mais dificuldades após a interrupção do apoio vindo de Caracas, já que o combustível era essencial para abastecer as usinas termelétricas responsáveis por grande parte da geração de energia elétrica.


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Após a captura de Maduro, o envio de combustível para Havana foi interrompido, agravando a crise energética. O presidente americano, Donald Trump, também endureceu as restrições e ameaçou impor tarifas a países que comercializassem combustível com a ilha.

O cenário atingiu diretamente a já fragilizada rede elétrica cubana, marcada por sua infraestrutura antiga. Desde então, o país passou a registrar apagões frequentes em diferentes regiões, afetando mais de 10 milhões de pessoas.


Segundo a agência Reuters, centenas de cubanos foram às ruas na quarta-feira (13) em bairros periféricos da capital, bloqueando vias com montes de lixo em chamas, batendo panelas e entoando frases como “Acendam as luzes!” e “O povo, unido, jamais será vencido!”.

Trump diz que Cuba está ‘pedindo ajuda’

Após se encontrar com Trump em Washington no último dia 7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o americano garantiu que “não pensa em invadir Cuba”. Segundo o petista, o governo brasileiro também se colocou à disposição para ajudar em um eventual diálogo entre os Estados Unidos e a ilha caribenha.


“O que eu ouvi, não sei se a tradução foi correta, é que ele disse que não pensa em invadir Cuba. Isso foi dito pela intérprete, sabe? E eu acho que isso é um grande sinal”, declarou Lula.

O presidente brasileiro afirmou ainda que Cuba deseja negociar uma saída para o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos.


“Cuba quer dialogar. Cuba quer encontrar uma solução para colocar fim ao bloqueio que nunca deixou Cuba ser um país completo, livre, desde a vitória da Revolução de 59. Acho que é o bloqueio mais longevo da história da humanidade”, afirmou.

As declarações ocorreram dias após Trump voltar a ameaçar Cuba durante um evento realizado na Flórida. Na ocasião, o republicano afirmou que o país poderia tomar Cuba “quase imediatamente” e mencionou a possibilidade de enviar um porta-aviões para a região.

Na terça-feira (12), o presidente americano voltou a comentar a situação da ilha caribenha. Segundo Trump, Cuba estaria “pedindo ajuda” e seu governo “vai conversar” com o país, que ele também classificou como “fracassado”.

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