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Ataques iranianos colocam países do Golfo diante de ‘dilema estratégico’; entenda

Em meio à guerra com EUA e Israel, Irã ataca infraestruturas petrolíferas de nações vizinhas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã realizou ataques a infraestruturas petrolíferas de países vizinhos em meio a tensões com EUA e Israel.
  • Os preços do petróleo subiram mais de 2% após os ataques, e o estreito de Ormuz permanece praticamente fechado.
  • Países do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, condenaram os ataques e expressaram solidariedade ao Kuwait.
  • Esses países enfrentam um dilema estratégico: condenam os ataques iranianos, mas evitam se aliar diretamente a Israel.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio às tensões no Oriente Médio, no campo diplomático o cenário é de incerteza sobre o futuro das negociações de um cessar-fogo. Jornais iranianos indicaram que o diálogo entre Irã e os Estados Unidos permanece, apesar dos últimos embates na região.

Os ataques mais recentes fizeram com que os preços do petróleo subissem mais de 2%, enquanto o estreito de Ormuz ainda permanece praticamente fechado, mais de três meses depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques contra o Irã. As hostilidades têm ressurgido desde que o cessar-fogo foi acordado no início de abril.


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O pesquisador Lier Ferreira, em entrevista ao programa Conexão Record News, chama a atenção para o fato de que a escalada das tensões no Oriente Médio “vem acompanhada de uma ação mais contundente de outros países”, em especial as nações do Golfo.

“A Arábia Saudita condenou muito fortemente os ataques perpetrados contra o Kuwait, expressando total solidariedade ao país. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, também fizeram uma manifestação em separado nas redes sociais de apoio total ao Kuwait. A mesma coisa, a gente assistiu, por exemplo, em relação ao Qatar, fazendo manifestações nas redes sociais, inclusive apoiando o Kuwait, se solidarizando com o Kuwait”, afirma, em relação à ofensiva iraniana contra instalações petrolíferas na região.


Ferreira aponta que a situação traz um “dilema estratégico” para esses países: “Por um lado, eles condenam os ataques iranianos que estão atingindo essas infraestruturas; por outro, eles também evitam ser associados diretamente a uma aliança com Israel. Então, é um dilema que se agrava se eles voltarem-se contra o Irã“.

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