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Situação entre Trump e Netanyahu está abalada, diz professor

Lier Ferreira analisa negociações entre Estados Unidos, Israel e Irã

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirmou que os diálogos entre Irã e Estados Unidos estão avançando rapidamente e planeja um encontro com Mojtaba Khamenei.
  • Trump declarou que as autoridades iranianas concordaram em não desenvolver armas nucleares, o que intriga especialistas.
  • O pesquisador Lier Ferreira sugere que um encontro em solo neutro, como China, Rússia ou Brasil, poderia ser mais produtivo.
  • A relação entre Trump e o primeiro-ministro israelense Netanyahu está tensa, com divergências sobre a situação no Líbano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante uma entrevista realizada nesta quarta-feira (3), Donald Trump afirmou que os diálogos entre Irã e Estados Unidos avançam rápido e que planeja um encontro presencial com Mojtaba Khamenei. A declaração que mais chamou atenção, contudo, foi a fala a respeito das autoridades iranianas, que teriam concordado em não desenvolver armas nucleares.

Lier Ferreira, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), lembrou que a pauta do programa nuclear iraniano foi um dos motivadores da guerra. Embora o Irã afirme que o projeto é dedicado somente para fins pacíficos, diversos países já contestaram a declaração. Por conta disso, o comentário de Trump intriga o especialista e o faz aguardar pela possível conversa entre os dois líderes.


Netanyahu, à esquerda, e Trump, à direita, sentados em sala na Casa Branca
Enquanto isso, conversas com líder israelense são marcadas por acusações diretas Reprodução/Record News

“Seria muito interessante que pudesse de fato ser feito em solo neutro. Quem sabe na China, Rússia ou até mesmo no Brasil. [...] Porque sabemos que, em geral, os encontros de cúpula tendem a ser mais produtivos do que aqueles que são firmados exclusivamente pelos corpos diplomáticos”, elaborou no Conexão Record News.

Ferreira lembra que o fim do conflito seria bom para o norte-americano, cuja aprovação popular tem diminuído. Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se beneficia com o prolongamento, pois a partir dele consolida o poder do próprio país e enfraquece os inimigos regionais. As posições divergentes apresentam-se como um obstáculo para o fim dos embates no Líbano.


Durante um podcast, Trump admitiu ter chamado Netanyahu de “completamente louco”. Depois, em uma entrevista, o israelense tentou aliviar a situação. O professor confirma: “De fato a situação entre eles está abalada. Trump inclusive suspendeu o plano israelense de bombardear Beirute, alertando que isso isolaria ainda mais Israel. [...] As conversas entre eles têm sido marcadas, inclusive, por palavrões e acusações diretas”.

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