Decisão dos EUA sobre PCC e CV beneficia Flávio Bolsonaro ‘mesmo se foi coincidência’, diz professora
Maristela Basso ainda diz que o Brasil pouco pode fazer para reverter a classificação das facções como grupos terroristas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Professora de Direito Internacional da USP (Universidade de São Paulo), Maristela Basso afirmou, em entrevista ao programa News das 19h desta quinta (28), que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais beneficia eleitoralmente Flávio Bolsonaro, que se encontrou com o presidente Donald Trump na última terça (26).
“Se foi uma mera coincidência, foi uma ótima coincidência. Se há relação com a ida do senador Flávio Bolsonaro? Tudo indica que sim. [...] Beneficiou, sem dúvida nenhuma, o senador; já é pré-candidato e ele vai evidentemente continuar e, depois, candidato, ele vai usar e nós vamos ter que reconhecer que, se foi coincidência, foi muito boa, e se não foi uma coincidência, foi um trabalho que ele fez, foi um trabalho que ele conseguiu fazer que, com certeza, será bem aceito por grande parte da população, que está muito cansada da prática dos atos criminosos dessas organizações. Então, se foi acaso, ele contou a favor do senador”, opinou.
Ainda de acordo com a especialista, o governo brasileiro pouco pode fazer para reverter a decisão anunciada por Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. Na visão dela, o governo precisa pensar em como administrar os efeitos da medida.
“Eu acredito que, no campo das negociações, da retórica, do discurso, não caberia mais nada a ser feito. Agora, o que vai caber ao governo brasileiro é administrar de que forma esses efeitos podem ser sentidos em território brasileiro”, comentou.
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