Como a Moldávia se tornou peça-chave nos planos de Putin contra a Otan
Localização geográfica, entre a Ucrânia e países da aliança militar, é vista por Moscou como um ponto de apoio para futuras ações
Internacional|Do R7
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Com aproximadamente 3 milhões de habitantes, a Moldávia ganhou importância estratégica para a Rússia, segundo uma matéria do The New York Times. Autoridades de inteligência ocidentais citadas pelo jornal afirmam que controlar o país seria a segunda prioridade de Vladimir Putin, atrás apenas da vitória sobre a Ucrânia.
O interesse vem da posição geográfica. A Moldávia fica entre a Ucrânia e países membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Para Moscou, o território poderia servir como uma espécie de ponto de apoio para futuras ações contra a Ucrânia e a aliança militar.
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Especialistas ouvidos pelo jornal afirmam que os esforços russos no país são um dos planos mais extensos e audaciosos de Putin para desestabilizar o Ocidente. Parte das ações já havia se tornado pública em processos e reportagens locais. Agora, o NYT se dedicou a investigar a fundo as atividades russas na região.
O plano inclui programas de treinamento para transformar moldavos pró-Rússia em soldados, esquemas de compra de votos e até pagamentos a padres para recrutar eleitores e disseminar a história russa na região.
A maioria das atividades aconteceu meses antes das eleições parlamentares na Moldávia, em 2025. Moscou teria investido em uma operação de compra de votos, recrutando cerca de 150 mil moldavos para publicar conteúdos nas redes sociais, participar de protestos e fazer campanha contra a presidente Maia Sandu e a aproximação do país com a União Europeia.
Centenas de padres moldavos viajaram à Rússia e, segundo autoridades do país, receberam dinheiro para incentivar fiéis a rejeitar a aproximação com a União Europeia e defender posições pró-Rússia.
A operação também teria contado com ataques hackers contra estruturas eleitorais e campanhas de desinformação. Mesmo assim, o partido de Sandu venceu as eleições.
Quando questionado sobre as acusações de interferência russa na Moldávia, Dmitri S. Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que as informações eram falsas e “sem qualquer fundamento”.
Ataque russo à Otan
Na semana passada, o The Wall Street Journal publicou uma matéria, com base em relatórios da inteligência dos Estados Unidos, afirmando que a Rússia pretende atacar um país integrante da Otan nos próximos anos.
Os possíveis cenários vão desde um ciberataque até uma operação militar no leste da aliança. A ação teria como objetivo testar a reação do grupo e tentar enfraquecer sua união.
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