Defesa da Ucrânia ameaça soldados russos com música da Segunda Guerra Mundial: 'Corram, coelhos'
Ministério publicou nas redes sociais vídeo em que afirma que tropas de Vladimir Putin têm as opções de fugir ou morrer
Internacional|Lucas Ferreira, do R7

O Ministério da Defesa da Ucrânia publicou um vídeo na última quarta-feira (31) em que usa uma música da época da Segunda Guerra Mundial para ameaçar os soldados russos no país. Na publicação, a pasta diz que as tropas de Moscou têm duas opções: “correr ou morrer”.
A canção dos humoristas Flanagan e Allen, chamada Run Rabbit Run (Corra Coelho Corra, em tradução livre), foi lançada em outubro de 1939, um mês antes dos primeiros ataques aéreos da Alemanha contra o Reino Unido. Na época, a música ficou famosa após um bombardeio alemão na Inglaterra atingir apenas coelhos, sem qualquer baixa civil.
A partir de então, soldados britânicos e de outros países inimigos da Alemanha passaram a usar a canção para zombar das tropas de Adolf Hitler e de uma suposta incapacidade de Berlim para matar militares rivais, restando a eles os coelhos.
Quase cem anos depois, coube à Ucrânia ressuscitar a música para ameaçar os inimigos, desta vez os russos. No vídeo, é exibido uma série de armas ucranianas com a canção de fundo.
No início do vídeo publicado, o Ministério da Defesa direcionou a mensagem aos “convidados” russos que estão na região de Kherson, no sul do país, onde a Ucrânia iniciou uma grande contraofensiva.
Logo em seguida é colocada uma gravação de um soldado russo que fez um vídeo no chão, no qual aparenta estar ferido. O militar diz que os ucranianos estão usando todas as armas que possuem e que já haviam ultrapassado as primeiras linhas das Forças Armadas da Rússia em Kherson.
Estados Unidos e Reino Unido estimam que mais de 15 mil soldados russos tenham morrido na Ucrânia nos cinco primeiros meses da invasão. Kiev, por sua vez, divulgou nos últimos dias que cerca de 9.000 militares faleceram em confrontos com tropas da Rússia.
A guerra na Ucrânia, que pôs à prova o poder de líderes mundiais, completa seis meses nesta quarta-feira (24). Em um conflito que parece longe de terminar, Rússia e China estreitam seus laços enquanto o Ocidente tenta conter os estragos dos combates
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