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Mundo corre risco de ressurgimento da epidemia de HIV, alerta ONU

Segundo o Unaids, a redução dos recursos globais ocorre em um momento crítico e afasta a meta de erradicar a Aids até 2030

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O financiamento global para combater o HIV caiu quase um quinto, ameaçando ressurgir a epidemia.
  • Os EUA, principais financiadores, reduziram temporariamente o apoio sob a administração Trump.
  • A África Subsaariana sofreu cortes significativos, afetando programas de prevenção e tratamento.
  • A meta de erradicar a Aids até 2030 está comprometida devido à redução de recursos e crises de saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fachada do prédio do escritório da agência da ONU para a Aids (UNAIDS) em Genebra
Menor nível de financiamento para combate à doença em quase 20 anos preocupa especialistas Denis Balibouse/Reuters - 06.04.2021

O mundo corre o risco de um ressurgimento da epidemia de HIV depois que o financiamento global para enfrentar o vírus caiu quase um quinto no ano passado, afirmou nesta segunda-feira (27) o escritório da ONU que combate a Aids.

Os Estados Unidos eram responsáveis por 75% do financiamento internacional para o combate ao HIV antes do retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.


Naquele mês, ele ordenou a suspensão temporária de todo o financiamento relacionado ao HIV, antes de restabelecer, dias depois, os trabalhos essenciais de combate à doença, embora a maioria dos esforços de prevenção tenha sido reduzida.

“A comunidade internacional entrou em um período de profunda turbulência política e financeira que ameaça décadas de conquistas duramente alcançadas na luta contra o HIV”, afirmou o Unaids em seu relatório de 60 páginas divulgado no início de uma conferência internacional sobre a Aids no Brasil.


“Sem um compromisso renovado e ações concretas, o mundo corre o risco de um ressurgimento da epidemia de HIV”, acrescentou.

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O financiamento caiu 18%, para US$ 7,3 bilhões, em 2025, o que representou o nível mais baixo em quase duas décadas, segundo o relatório. Essa diminuição representa um risco de reversão do progresso que reduziu as novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à Aids ao seu nível mais baixo em mais de 30 anos, afirmou o relatório.


“A atual fragilidade da resposta ao HIV coloca esses ganhos em risco, a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam combatidas”, acrescentou.

O relatório também reiterou que a meta global de acabar com a Aids até 2030 está fora do caminho, afirmando que a redução do financiamento, bem como outras crises de saúde, como o Ebola, estão prejudicando os esforços. Cerca de 1,2 milhão de pessoas contraíram o HIV no ano passado.


O impacto dos cortes no financiamento estrangeiro para o HIV foi, no entanto, parcialmente compensado por aumentos nos gastos nacionais. Isso significou uma redução geral de 6% nos recursos totais destinados ao HIV no ano passado, segundo o relatório do Unaids.

Mas nem todos os governos conseguiram intervir. Algumas das maiores quedas nos gastos com programas de prevenção ocorreram na África Subsaariana, que responde por cerca de metade das novas infecções globais.

Dados nacionais de Camarões, Nigéria e Zâmbia mostraram uma queda de mais de 50% no número de pessoas que recebem profilaxia pré-exposição, ou PrEP.

“As interrupções no financiamento para o HIV afetaram gravemente a prevenção, a realização de testes e componentes-chave dos programas de tratamento, como a gama de serviços liderados pela comunidade que alcançam as pessoas mais afetadas pelo HIV”, afirmou o relatório.

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