Desespero? Estado Islâmico oferece lua de mel e dinheiro para quem formar família
Casar-se com ‘alguém com habilidade desejáveis’ é ainda mais rentável
Internacional|Do R7

É forte o incentivo do Estado Islâmico em criar um califado e incentivar militantes a formar famílias. Membros que querem se casar ganham lua de mel e uma ajuda de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 4,7 mil) para sua primeira casa. Quem quiser ter filhos ganha ainda um bônus de R$ 1,2 mil por criança.
Em conversa, via Skype com a AP, o militante Abu Bilal al-Homsi contou as vantagens que recebe do grupo terrorista. Casado, ele ganha um subsídio para roupas e seu uniforme, e alguns suprimentos de limpeza doméstica, além de uma cesta básica no valor de US$ 65 (cerca de R$ 206). Acabou? Não. Ele e sua mulher ganham uma espécie de salário de US$ 50 (R$ 158) por mês.
Militantes estrangeiros ainda recebem US$ 500 (aproximadamente R$ 1,5 mil) quando se casam. O dinheiro é uma ajuda para começar a família.
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Quem se casar com ‘alguém com habilidades desejáveis’ consegue ainda mais dinheiro. Homsi é um desses privilegiados que ganhou um bônus por ter se casado com uma médica que fala quatro idiomas.
Na conversa com a AP, o militante tece elogios à cidade em que vive e ao Estado Islâmico, além de contar sobre sua lua de mel e seu casamento, sendo que ambos aconteceram em Raqqa, reduto do EI na Síria.
Ele confessa que a cidade não parece ser o lugar ideal para o “eu aceito”, mas ele insiste em dizer que Raqqa tem tudo o que dois pombinhos apaixonados precisam.
Depois de casados, Homsi e sua mulher passearam ao longo do rio Eufrates, comeram churrasco e tomaram sorvete.
Esta não é a primeira vez que o EI atiça pessoas oferecendo tais benefícios, para que, topar viver no califado.
Na semana passada, o grupo extremista lançou um guia turístico que compara o califado a um resort.
Ousados, em fevereiro eles lançaram outro guia com dicas para possíveis militantes chegarem até a Síria, para se unir ao grupo.
Nesta semana foi noticiado que o EI está cometendo crimes sexuais contra crianças. “Eles estão institucionalizando a violência sexual... a brutalização das mulheres e meninas é fundamental para sua ideologia”, disse Zainab Bangura, representante especial das Nações Unidas para violência sexual e conflitos, para o jornal Independent.
Os comentários vieram após Bangura visitar campos de refugiados e ouvir, em primeira mão, os relatos das vítimas de como é a vida nos territórios controlados pelo Estado Islâmico.













