Trump divulga teste cognitivo e diz ter ‘inteligência extrema’ aos 79 anos
Relatório médico da Casa Branca reacende debate sobre saúde física e mental do presidente americano
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar sua saúde física e mental no centro do debate político após divulgar os resultados de seu mais recente exame médico realizado no hospital militar Walter Reed, nos arredores de Washington. Aos 79 anos e prestes a completar 80 em junho, o republicano afirmou ter alcançado a pontuação máxima em um teste cognitivo que classificou como de “alta dificuldade”.
Em publicação feita na rede Truth Social, Trump disse ter obtido “30 de 30” no exame, resultado que chamou de prova de sua “inteligência extrema”. O presidente ainda afirmou que esta foi a quarta vez consecutiva em que alcançou desempenho perfeito em avaliações cognitivas semelhantes. Segundo ele, é “muito raro” alguém atingir a pontuação máxima repetidamente.
Leia Mais
O republicano aproveitou a divulgação do relatório médico para defender que todos os candidatos à Presidência e à Vice-Presidência dos Estados Unidos sejam obrigados a realizar testes cognitivos. Na postagem, Trump também ironizou adversários democratas ao questionar se eles estariam “surpresos” com o resultado obtido.
Apesar das declarações, o presidente não informou qual exame foi aplicado nem detalhou os critérios utilizados na avaliação. Reportagens da imprensa americana apontam que o teste pode ter sido o Montreal Cognitive Assessment, conhecido como MoCA, utilizado para detectar sinais de demência ou comprometimento cognitivo.
O relatório divulgado pela Casa Branca foi assinado pelo médico Sean Barbabella, capitão da Marinha dos Estados Unidos. No documento, o profissional afirma que Trump permanece em “excelente estado de saúde”, apresentando bom funcionamento cardíaco, pulmonar, neurológico e físico geral. Segundo o memorando, o presidente está “plenamente apto” para exercer as funções de chefe de Estado e comandante das Forças Armadas.
O exame médico envolveu tomografias, avaliações cardíacas, rastreamento para câncer e análises preventivas conduzidas por 22 especialistas. O relatório também destacou que Trump continua mantendo uma agenda intensa de reuniões, compromissos públicos e atividades físicas, fatores apontados como positivos para seu bem-estar geral.
Mesmo com a avaliação favorável, os médicos recomendaram mudanças na rotina do presidente. O memorando orienta aumento da atividade física, perda contínua de peso, ajustes na dieta e uso de doses baixas de aspirina como prevenção cardiovascular. O relatório informa que Trump mede 1,90 metro e atualmente pesa cerca de 108 quilos.
A divulgação também esclareceu marcas e hematomas frequentemente vistos nas mãos do presidente. Segundo os médicos, os sinais são compatíveis com pequenas irritações causadas por apertos de mão constantes associados ao uso de aspirina. O documento afirma que se trata de um efeito benigno e comum do medicamento.
O relatório confirmou ainda que Trump continua apresentando leve inchaço nas pernas, embora com melhora em relação ao ano passado. Em 2025, a Casa Branca revelou que o republicano foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, condição comum em idosos que provoca acúmulo de sangue nas pernas, causando inchaço e desconforto.
Nos últimos meses, imagens do presidente com tornozelos inchados, manchas cobertas por maquiagem e aparentando cochilar durante eventos públicos circularam nas redes sociais e alimentaram questionamentos sobre sua saúde. Trump, porém, negou repetidamente ter adormecido em compromissos oficiais.
A idade do presidente também segue sendo tema recorrente na política americana. Trump foi eleito para o segundo mandato como a pessoa mais velha da história a assumir a Presidência dos Estados Unidos. Seu antecessor, Joe Biden, deixou o cargo aos 82 anos após enfrentar forte pressão relacionada à sua condição física e mental durante a campanha de 2024.
Diante das dúvidas públicas sobre resistência física e capacidade cognitiva, Trump tem buscado reforçar a imagem de vigor e disposição. Em entrevistas recentes, o republicano afirmou sentir-se bem fisicamente, mesmo admitindo hábitos pouco saudáveis, como preferência por fast food e prática limitada de exercícios, além de partidas frequentes de golfe.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp










