Diálogo do chavismo com a oposição começa na Venezuela: quem participa e o que será debatido?
Delegação opositora inclui ex-deputados da Assembleia de 2015, enquanto o oficialismo é liderado por Jorge Rodríguez
Internacional|CNN Internacional
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A ex-deputada Dinorah Figuera, que liderará a delegação opositora que iniciará um diálogo com o chavismo, chegou na noite de quarta-feira (5) à Venezuela para iniciar o processo que visa buscar soluções para temas urgentes, como a atenção às vítimas do duplo terremoto de junho, mas também discutir direitos políticos com vistas a eventuais eleições.
Figuera aterrissou vinda da Espanha junto a uma comitiva de ex-deputados da Assembleia de 2015, a última que teve maioria opositora.
A dirigente anunciou previamente que estará acompanhada nos diálogos pelos ex-legisladores Marco Aurelio Quiñones, Ramón López, Jorge Millán, Juan Miguel Matheus e Sergio Vergara.
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Além de Figuera, três deles são representantes que vêm das fileiras do partido Primeiro Justiça; enquanto dois fazem parte do partido Voluntade Popular.
Além disso, Macario González, Julio César Moreno, Desiree Barboza e Elimar Díaz conformam a Comissão de apoio.
O processo não conta com a participação dos líderes opositores María Corina Machado e do ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, que permanecem fora do país e manifestaram que acompanharão as conversas e que esperam que conduzam a eleições.
Enquanto isso, a delegação do oficialismo é liderada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente encarregada, Delcy Rodríguez.
O líder chavista estará acompanhado pela ministra da Educação Universitária, Ana María Sanjuán; o primeiro vice-presidente do Parlamento, Pedro Infante; e os deputados América Pérez, Génesis Garvett e Jorge Arreaza.
Figuera, ao chegar à Venezuela, reiterou a agenda compartilhada na semana passada, que tem três pontos: atenção ao duplo terremoto, fortalecimento da democracia e direitos e garantias políticas.
Nesse sentido, detalhou que serão abordados temas como a recomposição do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) para que seja “crível e confiável”, a reinstitucionalização do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) e a “garantia de ter direitos políticos e civis garantidos”.
Figuera antecipou que o processo não será imediato. Será “até dezembro de 2026” quando se apresentará “formalmente todo o produto” do trabalho, segundo disse ao canal Televen.
Além disso, agradeceu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo apoio recebido e pelo suporte na construção da agenda de trabalho.
Quando foi publicada, a Embaixada americana em Caracas expressou que “acolhe com satisfação” o anúncio e “mantém seu compromisso de apoiar os esforços liderados por venezuelanos para fortalecer as instituições democráticas, ampliar as liberdades políticas e promover um futuro estável e mais próspero para o povo da Venezuela”.
A chegada de Figuera ao país foi comentada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello.
“Vimos informações de que chegaram à Venezuela alguns dos representantes da oposição no diálogo (...). Bem-vindos, desde que venham para somar no âmbito da Constituição”, expressou em seu programa semanal “Con el mazo dando”.
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