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‘Difícil entrar em luta contra um inimigo que não tem nada a perder’, diz professor sobre Irã

Especialista analisa momento da guerra depois de novo fechamento do estreito de Ormuz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã fecha novamente o estreito de Ormuz após bloqueio naval dos EUA.
  • Professor de Geopolítica afirma que cessar-fogo é frágil e instabilidade persiste na região.
  • O Irã, sob sanções, enfrenta uma potência militar como os EUA, que busca proteger sua credibilidade.
  • Acabar com o conflito é mais vantajoso para a Casa Branca, diz especialista.

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Apenas um dia depois de anunciar a abertura do estreito de Ormuz, o Irã fechou mais uma vez a rota marítima. Segundo Teerã, a decisão foi tomada porque os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval aos portos iranianos na região.

O presidente norte-americano respondeu a essa medida iraniana e disse que os Estados Unidos “não serão chantageados”.


De acordo com João Correia, professor de Geopolítica, o cessar-fogo é um instrumento válido dentro da diplomacia, mas é “extremamente frágil”. Com isso, segundo Correia, a instabilidade permanece na região.

“É muito difícil você entrar numa guerra, numa luta, contra um inimigo que tem nada ou pouca coisa a perder. De um lado, você tem a maior potência militar do mundo, os Estados Unidos, querendo também defender a sua credibilidade diante da comunidade internacional; de outro lado, você tem o Irã, que é um país que já vem sendo há anos e anos alvo de sanções”, afirma em entrevista ao programa Hora News.


Apesar de acreditar que o cessar-fogo seja frágil, Correia diz que a ‘reabertura do estreito vai ser uma realidade’, devido aos interesses envolvidos.

Ele pontua ainda que Donald Trump tem muito a perder com a guerra e que errou ao acreditar que encerraria o conflito rapidamente: “No Oriente Médio não existe uma guerra cirúrgica”.


“Eu penso que hoje, acabar com esse conflito, tentar declarar uma vitória e tentar uma saída honrosa, interessa muito mais à Casa Branca [...]. Essa guerra, quanto mais ela for durando, ela vai se tornando custosa. Não acreditem. Os americanos não vão conseguir desarmar o Irã. Não da forma que Trump tem pregado publicamente”, sentencia.

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